Thursday, November 25, 2010

Anjos e Demônios

Anjos e Demônios

http://skollenon.com/sixteen-minutes/antimateria-anjos-e-demonios/


Realidade ou ficção cientifica?


Se você viu o filme, ou leu o best-seller Anjos e Demônios de Dan Brown (mesmo autor de O Código da Vinci), conceteza deve ter ficado curioso a respeito da antimatéria, ou melhor, sobre a tal bomba de antimatéria ^.^


Será que uma coisa assim seria realmente possível com apenas 1/4 de grama de antimatéria?

Para se ter uma idéia inicial, a bomba atômica de Hiroshima, mesmo tendo 3,2 m de comprimento, 75 cm de diâmetro e 4300 Kg de peso, tinha um explosivo que era de aproximadamente 10 Kg de urânio 235 e potência de 20 kilotons.
(1 kiloton é o equivalente a explosão de 1.000 toneladas de TNT)

Apenas 1/4 de grama de antimatéria (seja lá o que ela seja) é muito pouco contra 10 Kg de urânio, mas vamos cálcular a potência da suposta bomba de antimatéria para enterder melhor…


Calcula-se usando a famosa fórmula de Albert Einstein E=mc2 (onde: E= energia, m=massa, c= constante da luz)

Lembrando que uma grama é 0,001 Kg e a velocidade da luz é 300.000.000 m/s (E = 2 x 300.000.000 x 300.000.000), fazendo a conta temos uma potência que seria 21,4 kilotons, porem, ao ser desintegrado um grama de antimatéria, se desintegraria junto um grama de matéria normal, logo seriam 42,8 kilotons.

Como no livro foram usados 1/4 de grama de antimatéria, a potência da bomba seria de aproximadamente 10 Kilotons. Uma bela explosão para 1/4 grama se comparada aos 10 Kg de urânio 235 da bomba de Hiroshima…


Mas calma, afinal o que não seria possível com 10 kg de antimatéria não é mesmo?

Pois então, a Al-Quaeda provavelmente sabe disso, mas não adiantaria muito…

No CERN (Centro Europeu de Pesquisas Nuclear), que realmente produz antimatéria à razão de 107 antiprótons por segundo (usando um acelerador de particulas), para se produzir uma grama de antimatéria que possui 6×1016 antiprótons, seriam necessários 6×1023 x 107 segundos.

No bom e velho português, levaria-se 2 bilhões de anos para se produzir 1 grama de antimatéria, logo, 500 milhões de anos para um 1/4 de grama.

Podemos também levar em consideração que a antimatéria é muito instável e que os primeiros antiátomos (nove átomos de anti-hidrogênio) quando foram criados, duraram apenas 40 nanosegundos.


Enfim, hoje não é possível, mas em 500 milhões de anos… quem sabe?

Além do que o cusco de sua armazenagem seria muito caro (já que ela não poderia tocar em nada).

Mas afinal, o que é antimatéria?

É exatamente o que você pode estar pensando que é, o oposto da matéria normal, da qual é feita a maior parte do nosso universo, ou a união de pósitrons (elétrons com uma carga positiva ao invés de negativa) com antiprótons (prótons que possuem uma carga negativa ao invés da carga positiva normal).



Matéria e antimatéria: configurações iguais, cargas elétricas invertidas.


Isso tudo é meio doido, mas realmente existe, os pósitrons que foram descobertos por Carl Anderson em 1932, foram a primeira evidência de que a antimatéria poderia existir.


Quando a antimatéria entra em contato com a matéria normal, essas partículas iguais, mas opostas, colidem produzindo uma explosão emitindo radiação pura, emanada a partir do ponto da explosão à velocidade da luz.


Ambas as partículas que criaram a explosão são totalmente aniquiladas, deixando para trás outras partículas subatômicas. Essa explosão que ocorre quando antimatéria e matéria interagem, transforma toda a massa de ambos os objetos em energia.

Baseando-se nisso cientistas pensam em construir um motor de reação matéria-antimatéria (no futuro), e conseguentemente bombas.

Cientistas também acham possível que exista um universo completamente igual ao nosso onde a antimatéria prevaleça, uma vez que não existe nada de diferente entre as partículas e suas antipartículas, a não ser as sua características invertidas.

(carga positiva ao invés de negativa ou vice versa).

Assim sendo, se você encontrar o seu anti-eu não cumprimente-o, certamente vocês se auto-aniquilarão =P


Fontes: Texto de Carlos Alberto Campagner que é engenheiro mecânico, com mestrado em mecânica e professor de pós-graduação, HowStuffWorks – como tudo funciona e Físico maluco. Até mais!

Thursday, November 4, 2010

Farc fazem hoje mesmo mal que ditadura fez a Dilma, diz Ingrid

Ex-refém das Farc está em São Paulo para lançar livro de memórias.
'Há interesses para que eu não volte a ser política', disse colombiana ao G1.
Giovana Sanchez
Do G1, em São Paulo

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Ingrid Betancourt veio a São Paulo lançar livro de
memórias (Foto: Daigo Oliva/G1)

Ela tem um olhar profundo e uma voz doce. A aparência de Ingrid Betancourt engana: quem vê seu rosto delicado não diz que é a mesma mulher que ficou seis anos e meio vivendo na selva, presa como refém de guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Dois anos depois de sua libertação pelo Exército, a ex-candidata à Presidência e mãe de dois filhos faz uma viagem por vários países para lançar seu livro de memórias: 'Não há silêncio que não termine' (Ed. Companhhia das Letras).

Em sua passagem por São Paulo, ela falou ao G1 sobre política, vida pessoal e as lições que tirou do sequestro. Disse ter gostado da eleição de Dilma Rousseff para a Presidência - cargo ao qual concorria, na Colômbia, quando foi sequestrada, em 2002. "Penso que é uma mulher muito complexa, que tem muitas facetas, obviamente de êxito profissional, mas também é uma pessoa que sofreu na ditadura, e portanto acho que deve valorizar infinitamente os direitos humanos e o valor da democracia."

Veja a entrevista com a franco-colombiana Ingrid Betancourt:

G1 - Por que você decidiu escrever o livro só dois anos depois de sua libertação?
Ingrid Betancourt - Porque não pude escrever antes. Não tinha a estabilidade emocional para sentar e escrever direto. Comecei oito meses depois da minha libertação. E me levou muito tempo para escrever, mais do que havia previsto. Me tomou um ano e meio. Então foi um processo longo e difícil.

G1 - Você mantém alguma relação com os outros reféns libertados?
Betancourt - Falo com praticamente todos. Há um ou dois com quem não falei, mas falo muito frequentemente, quase todos os dias, com muitos deles.

G1 - Eles estão bem? Passaram pelo mesmo processo que o seu?
Betancourt - Sim, estão bem. Por processos um pouco diferentes, porque meus companheiros escreveram seus livros quando saíram, e eu decidi esperar passar um tempo, deixar decantar o que estava sentindo para poder ter mais perspectiva sobre o que queria escrever. Eu ainda não tenho um lugar onde viver, ainda vivo de malas. Eles já estão instalados, têm suas casas, suas vidas já organizadas.

G1 - Como é sua segurança? Você faz algo que não fazia antes?
Betancourt - Digamos que há reflexos de segurança que adquiri. Tenho mais consciência de quem está ao meu redor, trato de olhar quem está perto e reajo muito diretamente frente a eventos que não me parecem normais, digamos. Não sei se é trauma ou se é prudência.

G1 - Como foi a relação com seus filhos na sua volta? Você os deixou pequenos e os encontrou adultos...
Betancourt - Foi um choque, obviamente. Um choque de felicidade, primeiro.

G1 - O que mudou na relação?
Betancourt - Tudo mudou. Tudo mudou porque tinha filhos que levava ao colégio, comprava coisas no mercado, me encarregava que fossem para cama a certa hora, se estavam doentes tinha que chamar o médico. Hoje em dia são adultos, então a vida é diferente. Porque é um espaço que eles me concedem em suas vidas. Digamos que no começo foi um pouco difícil para eu aceitar isso. Que não era eu quem definia o tempo que estávamos juntos, mas eles.

G1 - E como está tudo agora?
Betancourt - Tem sido interessante, pois, no começo, voltar a criar o espaço para ser mãe em suas vidas foi algo que não foi evidente, porque eles viviam sem mãe, eles não tinham um espaço para uma mãe. [...] Tinham a necessidade afetiva, mas na distribuição do tempo não havia espaço para mim. Tive que voltar a construir esse espaço, a necessidade do diálogo, os reflexos de comunicação, e voltar a construir uma comunicação sã, [...] em que pudéssemos nos ajudar e nos amar de uma maneira construtiva.

Havia momentos de conflito, porque tínhamos que nos sintonizar. Me lembro por exemplo quando recebi o ‘Blackberry’ e pensei: bom, agora posso falar com eles o tempo todo. E eles não me ligavam. Eu ligava, mandava mensagem e eles não me respondiam. Então um dia falei com Lorenzo e disse: ‘bom, eu queria que me ligasse umas duas vezes por dia para saber onde anda’. Ele disse ‘não vou te ligar, não tenho tempo, estou com meus amigos, minha vida, tenho minha vida, não posso ficar te ligando’. Isso para mim foi um choque muito duro.

E depois entendi que tinha razão. A normalidade da relação é de que ele tenha sua vida e não ficasse pensando que teria que me ligar. E me parece que isso é são, então é um processo de adaptação.


Ingrid Betancourt ficou mais de seis anos em poder da guerrilha colombiana. (Foto: Daigo Oliva/G1)G1 - Por que você desistiu de ser política? Com que deseja trabalhar agora?
Betancourt - Desisti da política na Colômbia, porque me parece que a política na Colômbia extrai o pior do ser humano, não o melhor. E eu quero estar em contato com o melhor do ser humano.

G1 - E por que traz o pior?
Betancourt - Porque a política é uma luta de poder, e nessa luta os instintos básicos, e não os melhores, são os que afloram.

G1 - Mas isso é só na Colômbia ou em todos os lugares?
Betancourt - Creio que por todos os lados. Na Colômbia está um pouco exacerbado por toda violência, pela corrupção. Há um culto à mentira. Há um grande cinismo. E penso que também há uma complacência no ‘status quo’.

G1 - Por parte de quem?
Betancourt - Por parte da diligência, creio que não são sensíveis à dor alheia, e eu diria que de parte da população que vive numa bolha, os colombianos que vivem nas cidades, que vivem como na Europa ou nos EUA, com tudo o que necessitam, com acesso a tudo, um pouco como aqui em São Paulo.

Mas, na Colômbia se nega a existência dos que não têm. E é muito particular com a Colômbia, porque vejo que nos outros países, por exemplo aqui há debate sobre o que está ocorrendo. Mas na Colômbia, se alguém diz ‘há esses problemas’, imediatamente dizem que está falando mal do país, afetando sua imagem, fazendo mal à Colômbia.

G1 - E foi isso que aconteceu com você?
Betancourt - O que acontece comigo e com várias outras pessoas. Mas acho que comigo a situação é pior ainda. Porque creio que se deram condições nas quais houve uma explosão de ódio contra mim e me trataram como uma criminosa. Não trataram Pablo Escobar como me trataram.


'Desisti da política na Colômbia, porque me parece que a política na Colômbia extrai o pior do ser humano, não o melhor', disse Ingrid (Foto: Daigo Oliva/G1)G1 - Por que você acha que isso aconteceu?
Betancourt - Porque na Colômbia há interesses para que eu não volte a ser política. Acho que isso está muito claro.

G1 - E com que você quer trabalhar agora?
Betancourt - Quero trabalhar com pessoas que posso ajudar. Gostaria de continuar escrevendo. Gostei desse exercício de escrever. Gostaria de ensinar e aprender. E adiantar outros projetos que tenho na vida. Agora o mais importante é a reconstrução da minha própria vida.

G1 - O que você achou da eleição da primeira mulher à Presidência no Brasil, Dilma?
Betancourt - Gostei muito. Devo confessar que gostei muito. Por muitas razões. Obviamente, porque é uma mulher, mas não só por isso. Mas porque é ela. Penso que é uma mulher muito complexa, que tem muitas facetas, obviamente de êxito profissional, mas também é uma pessoa que sofreu na ditadura, e portanto acho que deve valorizar infinitamente os direitos humanos e o valor da democracia.

E é muito interessante porque foi uma pessoa muito de esquerda, mas chega à Presidência democraticamente. Creio que isso, espero, que contribua para o distanciamento das Farc. E que finalmente o Brasil entenda que as Farc são um grupo terrorista que está fazendo mal. O mesmo mal que fizeram a ela na ditadura, que fez com que fosse vítima, torturada, é o que estão fazendo, pelos mesmos motivos ideológicos, com o mesmo extremismo, mas de um ponto oposto no espectro político, é o que estão fazendo as Farc. Então acho que é muito importante que nos posicionemos pela democracia, contra o terrorismo, seja de onde venha, do Estado ou da subversão.

G1 - Na campanha brasileira, houve acusações de que o Partido dos Trabalhadores, da presidente eleita, tinha relações com as Farc. Você reconhece alguma relação?
Betancourt - Não sei nada dessa relação, mas sei que existe no mundo. Houve uma complacência com as Farc. As Farc fizeram uma diplomacia muito ativa durante muitos anos. Me lembro que, quando sequestrada, uma coisa que me doeu muito foi quando o partido comunista francês recebeu uma delegação das Farc em uma das assembleias. Isso para mim foi muito violento, porque é dizer: estão nos torturando, nos estão fazendo muito mal e eles estão os recebendo como uma organização política.

Acredito que as Farc têm que sentir a pressão do mundo, porque eles têm jogado esse jogo duplo, de ser políticas para alguns e de ser narcotraficantes e terroristas em seu atuar. Acredito que o mundo tem que colocar um freio nisso. Ou você é político e tem uma consciência política e tem uma ética política e não se permite cruzar umas fronteiras. Acho que é importante colocar fim a essa filosofia de que os fins justificam os meios. Os fins não justificam os meios. Ao contrário. [...] Porque as Farc estão sequestrando, porque as Farc estão se financiando com o trafico de drogas e se tornaram traficantes de drogas terroristas. [...] E eu espero de Dilma que tenha, como mulher, como vítima, como democrata, como tudo o que nós vemos nela, que tenha a força de apresentar regras do jogo diferentes.


'Tenho mais consciência de quem está ao meu
redor e reajo muito diretamente frente a eventos
que não me parecem normais' (Foto: Daigo Oliva
/G1)G1 - Você chegou a conhecer a jovem holandesa Tanja Nijmeijer, que entrou para as Farc? Por que você acha que jovens como ela se juntam à guerrilha?
Betancourt - Não a conheço, então não sei quais foram seus motivos. Mas penso que há jovens que têm a visão romântica das Farc. Não são a maioria dos jovens que ingressam. A maioria são ‘raspachines’, que são, na Colômbia, os camponeses que trabalham com a coca, a colhem e raspam para misturar com os produtos químicos e fazer a pasta de cocaína. Mas, obviamente, estão sujeitos a perseguição dos militares, da policia, estão sujeitos a abusos e a outros tipos de violência. Então, para eles, entrar para as Farc é como uma promoção social. [...] As meninas que ingressam em sua maioria são prostitutas ou meninas que não querem ser prostitutas. Casos como dessa menina são exceções, digo, de pessoas que têm tudo e que entraram para a guerrilha. Provavelmente a enganaram.

G1 - Que lição você tirou de tudo isso para sua vida pessoal?
Betancourt - Lembro quando estava presa em uma árvore – e foi um momento muito preciso porque lembro que estava chovendo – e havia pedido ao comandante que me deixasse ficar na barraca com meus companheiros, e ele não me autorizou. Eu tinha pedido que me soltasse para ir ao banheiro e ele me olhou feio e disse: ‘faça aí, na minha frente ‘. Nesse momento eu pensei ‘perdi tudo’, meus filhos, minha vida, minha mãe. Meu pai que estava morto parecia estar mais perto de mim do que todos os demais.

[...] Mas depois pensei ‘não, não tinha perdido tudo’. Havia algo que eu não tinha perdido, e era a decisão que podia tomar de dizer que tipo de pessoa eu quero ser. E eu não quero ser como eles. Não quero ser uma pessoa que mata outro para obter a liberdade, não quero ser alguém que odeia, não quero ser uma pessoa que saia da selva, se um dia sair, com rancor, sede de vingança. Pensei: eu posso definir isso.

E hoje em dia, quando tenho a liberdade de tudo, sigo sentindo que o mais importante é isso. E essa liberdade de definir quem se quer ser é uma liberdade que não se dá nas grandes decisões da vida, mas nos pequenos detalhes, em cada momento. Na maneira como uma pessoa dispõe de seu tempo. Porque acredito que o maior presente que uma pessoa pode dar a outra é seu tempo. Então é no amor que se coloca nas relações com os demais, no trato com os demais. Enfim, não acho que uma pessoa seja capaz de mudar o mundo, mas é possível mudar o próprio mundo, o seu interior, e quando mudamos o nosso interior, estamos mudando o mundo.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2010/11/farc-fazem-hoje-mesmo-mal-que-ditadura-fez-com-dilma-diz-ingrid.html

Wednesday, May 5, 2010

As dez maiores teorias da conspiração

As dez maiores teorias da conspiração
[16-06-2008]


Para quem ainda não sabe, teoria da conspiração é uma teoria que supõe que um grupo de conspiradores está envolvido num plano e suprimiu a maior parte das provas desse mesmo plano e do seu envolvimento nele. O plano pode ser qualquer coisa, desde a manipulação de governos, economias ou sistemas legais até à ocultação de informações científicas importantes ou assassinato.

1. A chegada à Lua é uma montagem televisiva da NASA.

As versões são quase infinitas. Contam que o escritor de ficção científica Arthur C. Clarke foi o roteirista da história ou que o diretor de cinema Stanley Kubrick dirigiu o filme da alunissagem, rodada em estúdios montados em Londres. No genial documentário francês Operação Lua, o diretor William Karel levanta diversas hipóteses e faz uma mistura de fatos reais e falsos num exercício de estilo que visa desestabilizar a história. Nos anos setenta 30% das pessoas cria nesta teoria. Hoje só 6%.

2. O Governo dos Estados Unidos estava por trás do 11-S.

A teoria diz que foi um auto-atentado do governo de George W Bush, para criar a desculpa de lançar uma guerra contra o terrorismo. O documentário Loose Change, criado por três rapazes entre 22 e 26 anos e com milhões de visualizações na net, converteu-se na máxima expressão desta conspiração orquestada pelas autoridades estadunidenses, que ordenaram dinamitar as Torres Gêmeas. Esta teoria ainda diz que não nenhum avião se espatifou contra o edifício do Pentágono. Foram mísseis amigos.

3. A Princesa Diana foi assassinada.

Também tem variantes. A mais popular é que os serviços secretos britânicos (M16) planejaram o assassinato para impedir uma crise na monarquia, já que Diana planejava se casar com Dodi Alfayed, o filho de um magnata egípcio. Precisamente no site de Alfayed há um capítulo inteiro alentando esta teoria

4. Os judeus controlam Wall Street e Hollywood.

O mundo nas avaras mãos dos judeus, um clássico desde a Idade Média, justificativa das atrocidades nazistas e com atualizações permanentes. A última, que planejaram o ataque às Torres Gêmeas como prova o fato de que nenhum judeu morreu no desastre.

5. A Cientologia domina Hollywood.

Cientologia é uma seita baseada na crença de que uma pessoa é um ser espiritual imortal, dotado de mente e corpo, ambos basicamente bons, que buscam a sobrevivência. A lista de celebridades que abraçaram esta religião, encabeçada pelo ator Tom Cruise, criou o modismo e a teoria.

6. Paul McCartney está morto.

O cantor dos Beatles teria morrido em 1966 quando seu Aston Martin foi arrastado por um caminhão. Devido ao grande sucesso Brian Epstein teria encontrado um dublê para substituir Paul. Você pode ler toda a história, aqui mesmo no MDig no tópico "O grande segredo dos Beatles".

7. A AIDS foi criada pelo homem.

O vírus foi fabricado num laboratório dentro de um plano genocida para exterminar à população homossexual. O Exército norte-americano, a CIA ou cientistas russos teriam ordenado a sua fabricação.

8. O assassinato do presidente dos Estados Unidos John F. Kennedy.

Existem várias teorias sobre o assassinato e a cada dia surge uma nova. Muitas destas teorias propõe uma conspiração na qual envolveria organizações tais como Sistema de Reserva Federal, a CIA, a KGB, a Máafia, etc e etc e...

9. Uma raça de lagartos alienígenas mutantes domina a Terra.

Você já ouviu falar dos reptilianos? São grandes lagartos alienígenas mutantes responsáveis por todos os males da terra. A Família Real britânica ou George W. Bush estão entre eles. Dizem que esta teori surgiu depois da criação e sucesso do seriado V: A Batalha Final.

10. Os iluminatis dominam o mundo.

A seita ocultista fundada pelo jesuita judeu alemão Adam Weishaupt no século XVIII planejou acabar com todas as religiões e todos os governos. Pouco a pouco, os iluminati têm-se infiltrado em todos os âmbitos de poder, em governos, nas lojas maçônicas, e foram protagonistas dos grandes fatos históricos, como a independência dos Estados Unidos ou a criação do comunismo.

Thursday, September 25, 2008

VEJA não perdeu nada no céu em seus 40 anos

Um olhar atento
sobre o cosmo

Da conquista da Lua aos sinais
do Big Bang, VEJA não perdeu
nada no céu em seus 40 anos

NASA

VEJA não havia completado um ano de vida quando o homem pisou pela primeira vez na Lua, em 20 de julho de 1969. A revista chegou às bancas com uma edição histórica inteiramente dedicada ao grande feito. A principal reportagem relatava em detalhes os movimentos dos astronautas-heróis Neil Armstrong, Edwin Aldrin e Michael Collins nos momentos de tensão que antecederam o pouso da nave Apollo 11. Ainda em 1969, VEJA lançou a edição especial encadernada A Conquista da Lua, composta de oito fascículos distribuídos gratuitamente com a revista. A edição trazia um histórico da exploração espacial desde que Galileu apontou sua luneta para o espaço.

Colonização do espaço

"Já na década de 1990 pode haver comunidades de terráqueos flutuando no espaço sideral", previa uma reportagem de VEJA no fim de 1978. Havia um grande entusiasmo pela idéia de colonização do cosmo. Ela seria facilitada pela iminente entrada em operação dos ônibus espaciais, capazes de "fazer um número ilimitado de viagens". Na mesma reportagem, o engenheiro americano Peter Glaser, o primeiro a projetar satélites com energia solar, apostava num grupo de 500 tripulantes espaciais "vivendo e trabalhando tão confortavelmente como as pessoas que vivem junto a poços de petróleo no Alasca". O físico Gerard O’Neill (1927-1992), da Universidade Princeton, segundo o relato de VEJA, concebeu um condomínio espacial em forma de pneu que abrigaria 50 000 habitantes do espaço, com gravidade igual à da Terra, em meio a piscinas, rios artificiais e apartamentos com terraços – no melhor estilo Os Jetsons. A Nasa chegou a investir bom dinheiro em suas idéias. Descontado o entusiasmo exagerado dos cientistas, as previsões, em parte, se concretizaram. Há oito anos, flutuando a 350 quilômetros acima da Terra, a Estação Espacial Internacional abriga equipes de astronautas que fazem pesquisas e põem à prova a sobrevivência do homem no cosmo.

O invencível Big Bang

Na cobertura de VEJA sobre cosmologia, em diversas ocasiões surgiram estudos que desmentiam a teoria do Big Bang. Em 1982, o cientista americano Richard Gott propôs a existência de não apenas um, mas vários universos. Eles estariam distantes uns dos outros e fechados em si mesmos, como bolhas num refrigerante. Em 1995, observações feitas pelo telescópio Hubble da massa do cosmo pareciam contradizer a teoria do grande bang primordial. Mas o Big Bang se manteve como a melhor teoria para explicar o nascimento do universo. Em 1982, VEJA noticiou outra teoria que chegou a convencer alguns cientistas, mas foi logo descartada. O astrônomo inglês Paul Birch disse que o universo, além de se expandir, giraria em torno de si mesmo. Derrubada sua teoria, nunca mais se ouviu falar dele.

Inventário das tragédias

Desde a conquista da Lua, as viagens espaciais passaram a despertar bem menos interesse na opinião pública. A exceção é quando os vôos acabam em tragédias que chocam o mundo. Em julho de 1971, VEJA dedicou quatro páginas ao primeiro acidente fatal com astronautas desde que a revista foi lançada. Uma nave russa Soyuz voltou à Terra com seus três tripulantes misteriosamente mortos. Posteriormente, apurou-se que eles haviam fechado mal a escotilha da nave, causando uma violenta despressurização quando o artefato retornou à atmosfera terrestre. Na edição de 5 de fevereiro de 1986, numa reportagem especial de 17 páginas, VEJA noticiava o pior desastre da história espacial dos Estados Unidos, a explosão do ônibus espacial Challenger, apenas 73 segundos após a decolagem. "Uma horripilante bola alaranjada de fogo e fumaça, gerada pela explosão em pleno ar de 2 milhões de litros de combustível, engoliu a nave Challenger e seus sete tripulantes", dizia o texto. Em fevereiro de 2003, o pesadelo se repetiria com a explosão da nave Columbia pouco antes do pouso, e VEJA lançava a questão: ainda vale a pena enviar astronautas para orbitar a Terra?

Os ouvidos da Terra

Divulgação
Radiotelescópios na Califórnia: à espera de sinais de extraterrestres

Na edição de 14 de outubro de 1992, VEJA dedicou quatro páginas à inauguração de dois enormes radiotelescópios cuja missão era captar os sinais sonoros que cruzam o universo. Um deles foi instalado em Porto Rico e o outro, no Deserto de Mojave, na Califórnia. O objetivo principal das supermáquinas era detectar vida inteligente em outros recantos da Via Láctea. Na ocasião, o astrônomo Frank Drake, da Universidade da Califórnia, declarou: "Espero testemunhar a detecção de sinais de extraterrestres antes do ano 2000". Embora esses e outros radiotelescópios potentes continuem a vasculhar o cosmo, até hoje não se conseguiu captar sinais com um padrão de repetição, possivelmente criados por seres inteligentes. ETs, por enquanto, só na ficção.

A trajetória do gênio

Em sua edição de 16 de fevereiro de 1977, VEJA apresentou aos leitores um jovem físico que começava a fazer barulho no meio científico com uma teoria sobre buracos negros. Ele tinha, então, 35 anos. Seu nome: Stephen Hawking. Nas décadas seguintes, o pesquisador inglês, que trabalha na Universidade de Cambridge, se tornaria o mais célebre físico desde Albert Einstein. Em 15 de junho de 1988, VEJA dedicou-lhe uma reportagem de capa mostrando suas idéias e por que elas se tornaram tão importantes para o avanço da cosmologia. "Hawking busca juntar numa mesma estrutura lógica as duas maiores conquistas do pensamento no século XX – a teoria da relatividade de Einstein, referente aos fenômenos cósmicos, e a mecânica quântica, que estuda as relações que ocorrem no mundo menor que o átomo", explicava o texto.

O grande cataclismo

A teoria de que os dinossauros e 70% das espécies que existiam na Terra foram extintos há 65 milhões de anos, após o choque de um asteróide gigante com o planeta, data dos anos 80. VEJA de 26 de fevereiro de 1997 anunciava que uma pesquisa feita por cientistas de vinte países, ligados à Fundação Nacional de Ciência dos Estados Unidos, finalmente havia encontrado provas concretas do choque. Durante um mês, usando um submarino equipado com sondas para recolher sedimentos, os pesquisadores vasculharam o fundo do mar na costa leste da Flórida. Numa camada de rocha, foram achados fósseis de algas, crustáceos e outros seres marinhos do período cretáceo, que vai de 150 milhões a 65 milhões de anos atrás. Numa camada superior de sedimentos, não havia nenhum traço de vida, sinal de que a queda do meteoro interrompera o ciclo biológico no planeta. A reportagem de VEJA mostrava que não estamos livres de que um desastre de iguais proporções se repita e antecipava as conseqüências para o planeta. Cidades costeiras seriam submersas por ondas de 1 quilômetro de altura. Vulcões há muito adormecidos seriam despertados e despejariam milhões de toneladas de cinzas na atmosfera, criando uma longa noite e uma persistente chuva ácida que envenenaria o ar, o solo e a água de rios e oceanos. Poucas comunidades humanas sobreviveriam para iniciar uma nova civilização.

O espetáculo do Hubble

NASA

Nos dezoito anos em que viaja pelo espaço, o telescópio Hubble empurrou as fronteiras da cosmologia e deixou o mundo atônito com suas imagens espetaculares das profundezas do universo. VEJA registrou as proezas mais significativas do Hubble. Em 1995, o telescópio fotografou um berçário cósmico. "É a primeira vez que os cientistas conseguem uma imagem tão nítida do momento da criação das estrelas", informava a revista. Em 1997, o Hubble registrou o choque entre duas galáxias numa região a 63 milhões de anos-luz da Terra. Em 25 de outubro de 2006, numa reportagem de sete páginas, VEJA relatou os avanços mais recentes no estudo do cosmo – e as imagens do Hubble mais uma vez encheram os olhos dos leitores. Dessa vez, mostrou-se a imagem da fusão de duas galáxias, que teve início há 500 bilhões de anos e gerou bilhões de novas estrelas.

O visionário Carl Sagan

Daniel Beltra/Greenpeace/AP
Profecia: em 1996, Sagan previu as mudanças climáticas decorrentes do aquecimento global, como a queda no nível do Rio Amazonas

Em março de 1996, numa reportagem de capa sobre a exploração do espaço, VEJA trouxe uma alentada entrevista exclusiva com o astrônomo Carl Sagan, que morreria nove meses depois. Autor de Cosmos, o livro de divulgação científica mais vendido em todos os tempos, Sagan chefiou as expedições das sondas americanas Mariner e Viking, pioneiras na exploração do sistema solar. Também criou os grandes projetos de rastreamento do espaço em busca de sinais de rádio emitidos por civilizações extraterrestres. Em sua entrevista a VEJA, num momento em que o aquecimento global era apenas uma hipótese levantada por alguns cientistas, o astrônomo advertia que o fenômeno já estava em ação. Dizia Sagan: "Acredito que a emissão de combustíveis fósseis e de outros gases que promovem o efeito estufa já esteja produzindo efeitos climáticos complexos na Terra. É provável que a esta altura de nosso desenvolvimento tecnológico estejamos criando uma civilização incompatível com a vida no resto do planeta. Ou conseguimos viajar pelo espaço e colonizar outros planetas, ou corremos o sério risco de entrar para o rol das espécies extintas".

O fiasco espacial brasileiro

Ailton de Freitas/Ag. O Globo
Tragédia: acidente na construção de foguete na base de Alcântara deixou 21 mortos em 2003

Em 28 de novembro de 1984, uma reportagem de VEJA afirmava que o Brasil estava mais próximo do sonho de colocar satélites em órbita. Dias antes, o foguete nacional Sonda IV fora lançado da base espacial de Barreira do Inferno, no Rio Grande do Norte, tendo atingido a altitude de 616 quilômetros antes de cair no mar. A operação foi considerada um sucesso, o primeiro passo para a fabricação de foguetes de grande porte, capazes de voar mais alto. Vinte anos depois, a edição de VEJA que foi às bancas em 3 de setembro de 2003 trouxe um saldo do projeto espacial brasileiro no qual nada havia a comemorar. As duas primeiras tentativas de lançar um foguete levando um satélite fracassaram – os foguetes tiveram de ser abatidos no ar após o lançamento porque se desviaram da rota. A terceira tentativa terminou em tragédia. O foguete VLS-3, com a altura de um prédio de seis andares e carregado de 40 toneladas de combustível, explodiu ainda na plataforma, matando duas dezenas de técnicos à sua volta. A pergunta de VEJA ao fim da reportagem: vale a pena o Brasil insistir em ter um foguete espacial?


Sunday, August 24, 2008

São Jerônimo, padroeiro dos estudos bíblicos

São Jerônimo, padroeiro dos estudos bíblicos

São Jerônimo é contado entre os maiores Doutores da Igreja dos primeiros séculos. De cultura enciclopédica, foi escritor, filósofo, teólogo, retórico, gramático, dialético, historiador, exegeta e doutor como ninguém, nas Sagradas Escrituras. Jerônimo nasceu na Dalmácia, hoje Croácia, por volta do ano 340.

Tendo herdado dos pais pequena fortuna, aproveitou para realizar sua vocação de amante dos estudos. Para este fim, viajou para Roma, onde procurou os melhores mestres de retórica e onde passou a juventude um tanto livre.

Recebeu o batismo do papa Libério, já com 25 anos de idade. Viajando pela Gália, entrou em contato com o monacato ocidental e retirou-se com alguns amigos para Aquiléia, formando uma pequena comunidade religiosa, cuja principal atividade era o estudo da Bíblia e das obras de Teologia.

Jerônimo tinha um caráter indômito e gostava de opções radicais; desejou, portanto, conhecer e praticar o rigor da vida monacal que se vivia no Oriente, pátria do monaquismo. Esteve vários anos no deserto da Síria, entregando-se a jejuns e penitências tão rigorosas, que o levaram aos limites da morte.

Abandonando o meio monacal, dirigiu-se a Constantinopla, atraído pela fama oratória de São Gregório de Nazianzo, que lhe abriu o espírito ao amor pela exegese da Sagrada Escritura. Estando em Antioquia da Síria, prestou serviços relevantes ao bispo Paulino, que o quis ordenar sacerdote. No entanto, Jerônimo não sentia vocação à atividade pastoral e quase nunca exerceu o ministério sacerdotal. Tendo que optar entre sua vocação inata de escritor e o chamamento à ascese monacal, encontrou uma conciliação entre estes extremos que marcaria o caminho de sua vida: seria um monge mas um monge para quem o retiro era ocasião para uma dedicação total ao estudo, à reflexão, à férrea disciplina necessária à produção de sua obra, que queria dedicar toda à difusão do cristianismo.
Dentro desta vocação e severa disciplina, estudou o hebraico com um esforço sobre humano e aperfeiçoou seus conhecimentos do grepo para poder compreender melhor as Escrituras nas línguas originais.

Chamado a Roma pelo Papa Damaso, que o escolheu como secretário particular, recebeu do mesmo a incumbência de verter a Bíblia para o latim, graças ao conhecimento que tinha desta língua, do grego e do hebraico. O papa, de fato, desejava uma tradução da Bíblia mais fiel em tudo aos textos originais, traduzida e apresentada em latim mais correto, que pudesse servir de texto único e uniforme na liturgia. Pois até aquele tempo existiam traduções populares muito imperfeitas e diversificadas, que criavam confusão.

O trabalho de São Jerônimo começado em Roma durou praticamente toda sua vida. O conjunto de sua tradução da Bíblia em latim chamou-se "Vulgata"e foi o texto usado largamente nos séculos posteriores, tornando-se oficial com o Concílio de Trento e só cedeu o lugar ultimamente às novas traduções, pelo surto de estudos lingüístico-exegéticos dos nossos dias. Na tradução, Jerônimo revela agudo senso crítico, amor incontido à Palavra de Deus e riqueza de informações sobre os tempos e lugares relativos à Bíblia.

Em Roma, criou-se em torno de Jerônimo amplo círculo de amizades, sobretudo de maratonas da alta sociedade que o ajudavam com seus recursos para custear seus trabalhos e que lhe orientava nos ásperos caminhos da santidade de cunho monástico.

Desgostado por certas intrigas do meio romano, retirou-se para Belém, onde, vivendo como monge rigidamente penitente, continuou até a morte, seus estudos e trabalhos bíblicos. Faleceu em 420, aos 30 de setembro, já quase octogenário.

São Jerônimo foi uma personalidade vigorosa, de inteligência extraordinária, de temperamento indomável. Teve uma correspondência literária muito vasta, de grande interesse histórico; ele se sentia presente e engajado como escritor em todos os problemas doutrinários do seu tempo.
Foi declarado padroeiro dos estudos bíblicos e o "Dia da Bíblia" foi colocado exatamente no último domingo de setembro, coincidindo com a data de sua morte. Ele deixou escrito: "Cristo é o poder de Deus e a sabedoria de Deus, e quem ignora as Escrituras ignora o poder e a sabedoria de Deus; portanto ignorar as Escrituras Sagradas é ignorar a Cristo".

Saturday, August 23, 2008

SUPERSTAR

VOICE OF JUDAS

Every time I look at you
I don't understand
Why you let the things
you did get so out of hand.
You'd have managed better
if you'd had it planned.
Why'd you choose such a backward time
in such a strange land?
If you'd come today
you could have reached a whole nation.
Israel in 4 BC had no mass communication.
Don't you get me wrong.
I only want to know.

CHOIR

Jesus Christ,
Jesus Christ,
Who are you?
What have you sacrificed?
Jesus Christ Superstar,
Do you think you're what they say you are?

VOICE OF JUDAS

Tell me what you think
about your friends at the top.
Who'd you think besides yourself's
the pick of the crop?
Buddha, was he where it's at?
Is he where you are?
Could Mohammed move a mountain,
or was that just PR?
Did you mean to die like that?
Was that a mistake, or
Did you know your messy death
would be a record breaker?
Don't you get me wrong.
I only want to know.

CHOIR

Jesus Christ,
Jesus Christ,
Who are you?
What have you sacrificed?
Jesus Christ Superstar,
Do you think you're
what they say you are?
(Repeat many times)

Friday, August 22, 2008

CONFÍTEOR

CONFÍTEOR

Que envergonha e tal...
Mas... Confesso:
- Tenho Orgulho Gigante do Meu Canetão!
É isto.

gahmaria
agosto/2008

Tuesday, August 19, 2008

Isto é um pequeno passo para o homem...

THAT'S ONE SMALL STEP FOR MAN,ONE GIANT LEAP FOR MANKIND...

to be continue...


Isto é um pequeno passo para o homem, um gigantesco salto para a humanidade.

Sunday, August 10, 2008

Santo Agostinho

Santo Agostinho
A Vida e as Obras

Aurélio Agostinho destaca-se entre os Padres como Tomás de Aquino se destaca entre os Escolásticos. E como Tomás de Aquino se inspira na filosofia de Aristóteles, e será o maior vulto da filosofia metafísica cristã, Agostinho inspira-se em Platão, ou melhor, no neoplatonismo. Agostinho, pela profundidade do seu sentir e pelo seu gênio compreensivo,
fundiu em si mesmo o caráter especulativo da patrística grega com o caráter prático da patrística latina, ainda que os problemas que fundamentalmente o preocupam sejam sempre os problemas práticos e morais: o mal, a liberdade, a graça, a predestinação.


Aurélio Agostinho nasceu em Tagasta, cidade da Numídia, de uma família burguesa, a 13 de novembro do ano 354. Seu pai, Patrício, era pagão, recebido o batismo pouco antes de morrer; sua mãe, Mônica, pelo contrário, era uma cristã fervorosa, e exercia sobre o filho uma notável influência religiosa. Indo para Cartago, a fim de aperfeiçoar seus estudos, começados na pátria, desviou-se moralmente. Caiu em uma profunda sensualidade, que, segundo ele, é uma das maiores conseqüências do pecado original; dominou-o longamente, moral e intelectualmente, fazendo com que aderisse ao maniqueísmo, que atribuía realidade substancial tanto ao bem como ao mal, julgando achar neste dualismo maniqueu a solução do problema do mal e, por conseqüência, uma justificação da sua vida. Tendo terminado os estudos, abriu uma escola em Cartago, donde partiu para Roma e, em seguida, para Milão. Afastou-se definitivamente do ensino em 386, aos trinta e dois anos, por razões de saúde e, mais ainda, por razões de ordem espiritual. Entrementes - depois de maduro exame crítico - abandonara o maniqueísmo, abraçando a filosofia neoplatônica que lhe ensinou a espiritualidade de Deus e a negatividade do mal. Destarte chegara a uma concepção cristã da vida - no começo do ano 386. Entretanto a conversão moral demorou ainda, por razões de luxúria. Finalmente, como por uma fulguração do céu, sobreveio a conversão moral e absoluta, no mês de setembro do ano 386. Agostinho renuncia inteiramente ao mundo, à carreira, ao matrimônio; retira-se, durante alguns meses, para a solidão e o recolhimento, em companhia da mãe, do filho e dalguns discípulos, perto de Milão. Aí escreveu seus diálogos filosóficos, e, na Páscoa do ano 387, juntamente com o filho Adeodato e o amigo Alípio, recebeu o batismo em Milão das mãos de Santo Ambrósio, cuja doutrina e eloqüência muito contribuíram para a sua conversão. Tinha trinta e três anos de idade. Depois da conversão, Agostinho abandona Milão, e, falecida a mãe em Óstia, volta para Tagasta. Aí vendeu todos os haveres e, distribuído o dinheiro entre os pobres, funda um mosteiro numa das suas propriedades alienadas. Ordenado padre em 391, e consagrado bispo em 395, governou a igreja de Hipona até à morte, que se deu durante o assédio da cidade pelos vândalos, a 28 de agosto do ano 430. Tinha setenta e cinco anos de idade. Após a sua conversão, Agostinho dedicou-se inteiramente ao estudo da Sagrada Escritura, da teologia revelada, e à redação de suas obras, entre as quais têm lugar de destaque as filosóficas. As obras de Agostinho que apresentam interesse filosófico são, sobretudo, os diálogos filosóficos: Contra os acadêmicos, Da vida beata, Os solilóquios, Sobre a imortalidade da alma, Sobre a quantidade da alma, Sobre o mestre, Sobre a música . Interessam também à filosofia os escritos contra os maniqueus: Sobre os costumes, Do livre arbítrio, Sobre as duas almas, Da natureza do bem . Dada, porém, a mentalidade agostiniana, em que a filosofia e a teologia andam juntas, compreende-se que interessam à filosofia também as obras teológicas e religiosas, especialmente: Da Verdadeira Religião, As Confissões, A Cidade de Deus, Da Trindade, Da Mentira. O Pensamento: A Gnosiologia Agostinho considera a filosofia praticamente, platonicamente, como solucionadora do problema da vida, ao qual só o cristianismo pode dar uma solução integral. Todo o seu interesse central está portanto, circunscrito aos problemas de Deus e da alma, visto serem os mais importantes e os mais imediatos para a solução integral do problema da vida. O problema gnosiológico é profundamente sentido por Agostinho, que o resolve, superando o ceticismo acadêmico mediante o iluminismo platônico. Inicialmente, ele conquista uma certeza: a certeza da própria existência espiritual; daí tira uma verdade superior, imutável, condição e origem de toda verdade particular. Embora desvalorizando, platonicamente, o conhecimento sensível em relação ao conhecimento intelectual, admite Agostinho que os sentidos, como o intelecto, são fontes de conhecimento. E como para a visão sensível além do olho e da coisa, é necessária a luz física, do mesmo modo, para o conhecimento intelectual, seria necessária uma luz espiritual. Esta vem de Deus, é a Verdade de Deus, o Verbo de Deus, para o qual são transferidas as idéias platônicas. No Verbo de Deus existem as verdades eternas, as idéias, as espécies, os princípios formais das coisas, e são os modelos dos seres criados; e conhecemos as verdades eternas e as idéias das coisas reais por meio da luz intelectual a nós participada pelo Verbo de Deus. Como se vê, é a transformação do inatismo, da reminiscência platônica, em sentido teísta e cristão. Permanece, porém, a característica fundamental, que distingue a gnosiologia platônica da aristotélica e tomista, pois, segundo a gnosiologia platônica-agostiniana, não bastam, para que se realize o conhecimento intelectual humano, as forças naturais do espírito, mas é mister uma particular e direta iluminação de Deus. A Metafísica Em relação com esta gnosiologia, e dependente dela, a existência de Deus é provada, fundamentalmente, a priori , enquanto no espírito humano haveria uma presença particular de Deus. Ao lado desta prova a priori , não nega Agostinho as provas a posteriori da existência de Deus, em especial a que se afirma sobre a mudança e a imperfeição de todas as coisas. Quanto à natureza de Deus, Agostinho possui uma noção exata, ortodoxa, cristã: Deus é poder racional infinito, eterno, imutável, simples, espírito, pessoa, consciência, o que era excluído pelo platonismo. Deus é ainda ser, saber, amor. Quanto, enfim, às relações com o mundo, Deus é concebido exatamente como livre criador. No pensamento clássico grego, tínhamos um dualismo metafísico; no pensamento cristão - agostiniano - temos ainda um dualismo, porém moral, pelo pecado dos espíritos livres, insurgidos orgulhosamente contra Deus e, portanto, preferindo o mundo a Deus. No cristianismo, o mal é, metafisicamente, negação, privação; moralmente, porém, tem uma realidade na vontade má, aberrante de Deus. O problema que Agostinho tratou, em especial, é o das relações entre Deus e o tempo. Deus não é no tempo, o qual é uma criatura de Deus: o tempo começa com a criação. Antes da criação não há tempo, dependendo o tempo da existência de coisas que vem-a-ser e são, portanto, criadas. Também a psicologia agostiniana harmonizou-se com o seu platonismo cristão. Por certo, o corpo não é mau por natureza, porquanto a matéria não pode ser essencialmente má, sendo criada por Deus, que fez boas todas as coisas. Mas a união do corpo com a alma é, de certo modo, extrínseca, acidental: alma e corpo não formam aquela unidade metafísica, substancial, como na concepção aristotélico-tomista, em virtude da doutrina da forma e da matéria. A alma nasce com o indivíduo humano e, absolutamente, é uma específica criatura divina, como todas as demais. Entretanto, Agostinho fica indeciso entre o criacionismo e o traducionismo, isto é, se a alma é criada diretamente por Deus, ou provém da alma dos pais. Certo é que a alma é imortal, pela sua simplicidade. Agostinho, pois, distingue, platonicamente, a alma em vegetativa, sensitiva e intelectiva, mas afirma que elas são fundidas em uma substância humana. A inteligência é divina em intelecto intuitivo e razão discursiva; e é atribuída a primazia à vontade. No homem a vontade é amor, no animal é instinto, nos seres inferiores cego apetite. Quanto à cosmologia, pouco temos a dizer. Como já mais acima se salientou, a natureza não entra nos interesses filosóficos de Agostinho, preso pelos problemas éticos, religiosos, Deus e a alma. Mencionaremos a sua famosa doutrina dos germes específicos dos seres - rationes seminales . Deus, a princípio, criou alguns seres já completamente realizados; de outros criou as causas que, mais tarde, desenvolvendo-se, deram origem às existências dos seres específicos. Esta concepção nada tem que ver com o moderno evolucionismo , como alguns erroneamente pensaram, porquanto Agostinho admite a imutabilidade das espécies, negada pelo moderno evolucionismo. A Moral Evidentemente, a moral agostiniana é teísta e cristã e, logo, transcendente e ascética. Nota característica da sua moral é o voluntarismo, a saber, a primazia do prático, da ação - própria do pensamento latino - , contrariamente ao primado do teorético, do conhecimento - próprio do pensamento grego. A vontade não é determinada pelo intelecto, mas precede-o. Não obstante, Agostinho tem também atitudes teoréticas como, por exemplo, quando afirma que Deus, fim último das criaturas, é possuído por um ato de inteligência. A virtude não é uma ordem de razão, hábito conforme à razão, como dizia Aristóteles, mas uma ordem do amor. Entretanto a vontade é livre, e pode querer o mal, pois é um ser limitado, podendo agir desordenadamente, imoralmente, contra a vontade de Deus. E deve-se considerar não causa eficiente, mas deficiente da sua ação viciosa, porquanto o mal não tem realidade metafísica. O pecado, pois, tem em si mesmo imanente a pena da sua desordem, porquanto a criatura, não podendo lesar a Deus, prejudica a si mesma, determinando a dilaceração da sua natureza. A fórmula agostiniana em torno da liberdade em Adão - antes do pecado original - é: poder não pecar ; depois do pecado original é: não poder não pecar ; nos bem-aventurados será: não poder pecar . A vontade humana, portanto, já é impotente sem a graça. O problema da graça - que tanto preocupa Agostinho - tem, além de um interesse teológico, também um interesse filosófico, porquanto se trata de conciliar a causalidade absoluta de Deus com o livre arbítrio do homem. Como é sabido, Agostinho, para salvar o primeiro elemento, tende a descurar o segundo. Quanto à família , Agostinho, como Paulo apóstolo, considera o celibato superior ao matrimônio; se o mundo terminasse por causa do celibato, ele alegrar-se-ia, como da passagem do tempo para a eternidade. Quanto à política , ele tem uma concepção negativa da função estatal; se não houvesse pecado e os homens fossem todos justos, o Estado seria inútil. Consoante Agostinho, a propriedade seria de direito positivo, e não natural. Nem a escravidão é de direito natural, mas conseqüência do pecado original, que perturbou a natureza humana, individual e social. Ela não pode ser superada naturalmente, racionalmente, porquanto a natureza humana já é corrompida; pode ser superada sobrenaturalmente, asceticamente, mediante a conformação cristã de quem é escravo e a caridade de quem é amo. O Mal Agostinho foi profundamente impressionado pelo problema do mal - de que dá uma vasta e viva fenomenologia. Foi também longamente desviado pela solução dualista dos maniqueus, que lhe impediu o conhecimento do justo conceito de Deus e da possibilidade da vida moral. A solução deste problema por ele achada foi a sua libertação e a sua grande descoberta filosófico-teológica, e marca uma diferença fundamental entre o pensamento grego e o pensamento cristão. Antes de tudo, nega a realidade metafísica do mal. O mal não é ser, mas privação de ser, como a obscuridade é ausência de luz. Tal privação é imprescindível em todo ser que não seja Deus, enquanto criado, limitado. Destarte é explicado o assim chamado mal metafísico , que não é verdadeiro mal, porquanto não tira aos seres o lhes é devido por natureza. Quanto ao mal físico , que atinge também a perfeição natural dos seres, Agostinho procura justificá-lo mediante um velho argumento, digamos assim, estético: o contraste dos seres contribuiria para a harmonia do conjunto. Mas é esta a parte menos afortunada da doutrina agostiniana do mal. Quanto ao mal moral, finalmente existe realmente a má vontade que livremente faz o mal; ela, porém, não é causa eficiente, mas deficiente, sendo o mal não-ser. Este não-ser pode unicamente provir do homem, livre e limitado, e não de Deus, que é puro ser e produz unicamente o ser. O mal moral entrou no mundo humano pelo pecado original e atual; por isso, a humanidade foi punida com o sofrimento, físico e moral, além de o ter sido com a perda dos dons gratuitos de Deus. Como se vê, o mal físico tem, deste modo, uma outra explicação mais profunda. Remediou este mal moral a redenção de Cristo, Homem-Deus, que restituiu à humanidade os dons sobrenaturais e a possibilidade do bem moral; mas deixou permanecer o sofrimento, conseqüência do pecado, como meio de purificação e expiação. E a explicação última de tudo isso - do mal moral e de suas conseqüências - estaria no fato de que é mais glorioso para Deus tirar o bem do mal, do que não permitir o mal. Resumindo a doutrina agostiniana a respeito do mal, diremos: o mal é, fundamentalmente, privação de bem (de ser); este bem pode ser não devido (mal metafísico) ou devido (mal físico e moral) a uma determinada natureza; se o bem é devido nasce o verdadeiro problema do mal; a solução deste problema é estética para o mal físico, moral (pecado original e Redenção) para o mal moral (e físico). A História Como é notório, Agostinho trata do problema da história na Cidade de Deus , e resolve-o ainda com os conceitos de criação, de pecado original e de Redenção. A Cidade de Deus representa, talvez, o maior monumento da antigüidade cristã e, certamente, a obra prima de Agostinho. Nesta obra é contida a metafísica original do cristianismo, que é uma visão orgânica e inteligível da história humana. O conceito de criação é indispensável para o conceito de providência, que é o governo divino do mundo; este conceito de providência é, por sua vez, necessário, a fim de que a história seja suscetível de racionalidade. O conceito de providência era impossível no pensamento clássico, por causa do basilar dualismo metafísico. Entretanto, para entender realmente, plenamente, o plano da história, é mister a Redenção, graças aos quais é explicado o enigma da existência do mal no mundo e a sua função. Cristo tornara-se o centro sobrenatural da história: o seu reino, a cidade de Deus , é representada pelo povo de Israel antes da sua vinda sobre a terra, e pela Igreja depois de seu advento. Contra este cidade se ergue a cidade terrena , mundana, satânica, que será absolutamente separada e eternamente punida nos fins dos tempos. Agostinho distingue em três grandes seções a história antes de Cristo. A primeira concerne à história das duas cidades , após o pecado original, até que ficaram confundidas em um único caos humano, e chega até a Abraão, época em que começou a separação. Na Segunda descreve Agostinho a história da cidade de Deus , recolhida e configurada em Israel, de Abraão até Cristo. A terceira retoma, em separado, a narrativa do ponto em que começa a história da Cidade de Deus separada, isto é, desde Abraão, para tratar paralela e separadamente da Cidade do mundo, que culmina no império romano. Esta história, pois, fragmentária e dividida, onde parece que Satanás e o mal têm o seu reino, representa, no fundo, uma unidade e um progresso. É o progresso para Cristo, sempre mais claramente, conscientemente e divinamente esperado e profetizado em Israel; e profetizado também, a seu modo, pelos povos pagãos, que, consciente ou inconscientemente, lhe preparavam diretamente o caminho. Depois de Cristo cessa a divisão política entre as duas cidades ; elas se confundem como nos primeiros tempos da humanidade, com a diferença, porém, de que já não é mais união caótica, mas configurada na unidade da Igreja. Esta não é limitada por nenhuma divisão política, mas supera todas as sociedades políticas na universal unidade dos homens e na unidade dos homens com Deus. A Igreja, pois, é acessível, invisivelmente, também às almas de boa vontade que, exteriormente, dela não podem participar. A Igreja transcende, ainda, os confins do mundo terreno, além do qual está a pátria verdadeira. Entretanto, visto que todos, predestinados e ímpios, se encontram empiricamente confundidos na Igreja - ainda que só na unidade dialética das duas cidades , para o triunfo da Cidade de Deus - a divisão definitiva, eterna, absoluta, justíssima, realizar-se-á nos fins dos tempos, depois da morte, depois do juízo universal, no paraíso e no inferno. É uma grande visão unitária da história, não é uma visão filosófica, mas teológica: é uma teologia, não uma filosofia da história.

Tuesday, July 22, 2008


Gláucia (Glaucium flavium) – da fam. Das papaveráceas, com cerca de 23 sp, ricas em alcalóides, nativas da Europa e Ásia, e das quais a GLÁUCIA é a mais conhecida é a mais conhecida e cultivada. ETIM. do gr. gláukion espécie de dormideira (planta). = verde-azul, azul-esverdeado, azul-verde, brilhante, cintilante, resplandecente (falando do mar). Glauce, glaucescência, gláuculo, GLÁUCIA, de cor azulada, tirando a verde.


>>> Glaucus. Name of several figures in Greek mythology. One Glaucus was the young son of King Minos; he fell into a jar of honey and died, and the court seer restored him to life with a magic herb. Glaucus Pontius was a sea god; originally a fisherman and diver, he ate a magic plant and became divine. Glaucus, son of Sisyphus and father of Bellerophon, fed his horses human flesh and was torn to pieces by them. Another Glaucus was a grandson of Bellerophon, who assisted King Priam in the Trojan War.
>>>

Glaucus. Nome de várias figuras na mitologia grega. Um Glaucus foi o jovem filho do rei Minos; ele caiu em um jarro de mel e morreu, e o tribunal deu-lhe ser restabelecida a vida com uma erva mágica. Glaucus Pontius era um deus do mar; originalmente um pescador e mergulhador, ele comeu uma planta mágica e tornou-se divino. Glaucus, filho e pai de Sísifo de Bellerophon, alimentava seus cavalos com carne humana e foi rasgado em pedaços por eles. Outra Glaucus era um neto de Bellerophon, que assistia ao rei Príamo na Guerra de Tróia.

Thursday, June 19, 2008

1968

1 9 6 8
A Revolução Inesperada
“Havia um ar estranho: a revolução inesperada arrastara o adversário, tudo era permitido, a felicidade coletiva era desenfreada.” - Antonio Negri

“1968” foi o ano louco e enigmático do nosso século. Ninguém o previu e muito poucos os que dele participaram entenderam afinal o que ocorreu. Deu-se uma espécie de furacão humano, uma generalizada e estridente insatisfação juvenil, que varreu o mundo em todas as direções. Seu único antepassado foi 1848 quando também uma maré revolucionária - a “ Primavera dos Povos” -, iniciada em Paris em fevereiro, espalhou-se por quase todas as capitais e grandes cidades da Europa, chegando até o Recife no Brasil.

O próprio filósofo Jean-Paul Sartre, presente nos acontecimentos de maio de 1968 em Paris, confessou, dois anos depois, que “ainda estava pensando no que havia acontecido e que não tinha compreendido muito bem: não pude entender o que aqueles jovens queriam...então acompanhei como pude...fui conversar com eles na Sorbone, mas isso não queria dizer nada” (Situations X).

A dificuldade de interpretrar os acontecimentos daquele ano deve-se não só à “multipla potencialidade do movimento”como a ambiguidade do seu resultado final. A mistura de festa saturnal romana com combates de rua entre estudantes, operários e policiais, fez com que alguns, como C.Castoriaditis, o vissem como “uma revolta comunitária” enquanto que para Gilles Lipovetsky e outros era “a reinvidicação de um novo individualismo.”

Tornou-se um ano mítico porque “1968” foi o ponto de partida para uma série de transformações políticas, éticas, sexuais e comportamentais, que afetaram as sociedades da época de uma maneira irreversível. Seria o marco para os movimentos ecologistas, feministas, das organizações não-governamentais (ONGs) e dos defensores das minorias e dos direitos humanos. Frustrou muita gente também. A não realização dos seus sonhos, “da imaginação chegando ao poder”, fez com que parte da juventude militante daquela época se refugiasse no consumo das drogas ou escolhesse a estrada da violência, da guerrilha e do terrorismo urbano.

“1968” foi também uma reação extremada, juvenil, às pressões de mais de vinte anos de Guerra Fria. Uma rejeição aos processos de manipulação da opinião pública por meio dos mass-midia que atuavam como “aparelhos ideológicos” incutindo os valores do capitalismo, e, simultaneamente, um repúdio “ao socialismo real”, ao marxismo oficial, ortodoxo, vigente no leste Europeu, e entre os PCs europeus ocidentais, vistos como ultrapassados.

Assemelhou-se aquele ano aloucado a um calidoscópio, para qualquer lado que se girasse novas formas e novas expressões vinha a luz. Foi uma espécie de fissão nuclear espontânea que abalou as instituições e regimes. Uma revolução que não se socorreu de tiros e bombas, mas da pichação, das pedradas, das reuniões de massa, do autofalante e de muita irreverência. Tudo o que parecia sólido desmanchou-se no ar.

educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/1968.htm

Monday, June 16, 2008

ORKUT E O PÈRE LACHAISE/ para Gláucia Quadros

http://www.google.com.br/url?sa=t&ct=res&cd=1&url=http%3A%2F%2Fwww.focando.jor.br%2F2006%2F09%2F22%2Forkut-e-o-pere-lachaise-para-glaucia-quadros%2F&ei=f7FWSKjXIZ3GhASR9M2CAw&usg=AFQjCNHAumGfSPOV6qtbuIK4Wbwsd8K_xg&sig2=YSkUsZfmSDGnuHSYJ9fYtw

ORKUT E O PÈRE LACHAISE/ para Gláucia Quadros

Você já foi a Paris? Não? Então vá! Não tem vatapá mas tem foie-gras, não tem caruru mas tem bijoux. E, principalmente, tem o cemitério mais animado do mundo: o Père Lachaise. Em suas floridas alamedas vê-se gente do mundo todo, passeando pelos túmulos dos que já abandonaram as glórias do aquém. A descontração provavelmente decorre da certeza de que lá nunca ficarão…

Mas, se você nunca foi ou não pretende ir a Paris, nem precisa: na Internet, você pode visitar todo mundo que lá está pelo site www.pere-lachaise.com. A página abre com um convidativo ENTER e um verdadeiro comercial sobre essa “ILHA de CARAS” necrológica:

“Cada percurso, cada passeio virtual levará você de uma tumba a outra, ao bel-prazer de sua sensibilidade, neste lugar insólito e único que é, sem dúvida, o endereço mais romântico de Paris”. Clica-se no “endereço” desejado e uma cruz fica piscando no mapa, enquanto se abre (ops!) o mausoléu dos famosos.

Entre os mais frequentados, o top É ALAN KARDEC – nove em cada dez visitantes passam lá, deixam flores e velas, tentando conferir seu sonho de reencarnação. Seguindo o roteiro, podem ser encontrados outros VIPs:

ABELARDO E HELOÍSA, enfim juntos, enfim sós, em sua casinha de mármore.

BALZAC, o primeiro futurólogo, que nos legou A COMÉDIA HUMANA.

CHOPIN, que tem uma musa chorando sobre seus ossos.

OSCAR WILDE, coberto por imenso anjo fálico decepado.

VICTOR NOIR, jornalista francês, ali deitado de terno e colete, com a genitália gasta de tanto ser acariciada por mulheres que desejam filhos – por que ELE? Vai saber…

O túmulo mais pop é o de JIM MORRISON, que vive coberto de camisinhas e bitucas – ali se fuma, ali se transa.

ORKUT tem em comum com cemitérios uma vocação para a horizontalidade, como num berçário: todo mundo lá é criança, pedindo afago, recebendo agrados nos scraps, reclamando presença, quase chorando se tiver sido excluído pelos friends. Tem o lado sexy, em que a horizontalidade é mais crua: rolam desejos, ménages a 3, a 4, a 1000, indefinições, sexos “under construction”, paqueras explícitas entre homos, héteros e etcéteros. Mas nem tudo são flores: há os profiles-fake, há os desafetos e injúrias, encobertos pelo anonimato. Uma verdadeira ‘rede de intrigas’… Sangue não chega a correr, só uma sépia, uma tinta de polvo com seu rastro obscuro.

Há os orkuticidas. Há os MOK - Mortos no Orkut - espaço para pequenas homenagens a mortos amigos. E, claro, existem comunidades de mortos famosos, todos ‘deitados, dormindo profundamente’ – poetas, filósofos, músicos, stars, cientistas. Há Cecílias, Clarices, Emilys, Machados, Espinosas, Nietszches, Billie Holidays, Janis Joplins, Voltaires, Camões, Napoleões, Platões, Sócrates, Whitmans – há morto para todos os gostos.

Outro ponto de tangência do Orkut com os cemitérios são os dísticos: “Os que aqui estamos por vós esperamos”, “Ninguém perde por esperar” e o terrível “Deixai toda esperança, ó vós que entrais… ”

Noite alta, madrugada insone, ô povo que não dorme! Dou mais uma conferida na ‘rede’, respondo scraps, visito as comunidades. Desconecto. A galera - almas penadas em horas mortas - continua online. Finalmente adormeço, pensando que já não se fazem mortos nem cemitérios como antigamente. E com uma certeza: a infância jamais acaba e que muita gente pode virar imortal, enquanto Orkut existir.



Pois é, cada um tem o paraíso que merece!!


Sob risco de parecer redundante Tekka, mas nao posso mais que dizer que vc é genial. O texto é genial.

Só uma coisa, vc diz \”..Tem o lado sexy, em que a horizontalidade é mais crua: rolam desejos, ménages a 3, a 4, a 1000…\” horizontalidade mais crua mas nao podemos negar que quanto mais prazenteira né!! ….aliás, bem q poderia ter colocado os endereços hehehe.

Se o orkut tem muito de um cemitério, então ele é mais parecido com o mundo dito real do que deveria ser..rs

E em vivos escrevemos nossas proprias lapides… é um aqui jaz constante

orkuterapia. Ao inves das flores carinhas e emoticons.

Eu fui e tava chovendo horrores! Vários maconheiros reverenciando o túmulo de Jim Morrison! Eu deixei um beijinho no do Oscar Wilde…imperdível!

Não conheço Paris ainda ,mas adorei o texto e as dicas…Sempe vc querida, com suas palavras e particular escrever de idéias.

Estou há 5 anos com um site que era do tempo do HPG, e que mantenho apenas porque gosto de ervas medicinais. A tecnologia da Internet muda e algum fruto ela propicia; alguém sempre terá satisfação e algum desejo realizado. Parabéns pelo teu ponto de vista, e espero que o Orkut NUNCA MORRA porque ainda há pessoas de coração e amigos, como os que encontrei no orkut.

Não, pessoal!
Para mim, um coisa assim?

“Os que aqui estamos por vós esperamos”, “Ninguém perde por esperar” e o terrível “Deixai toda esperança, ó vós que entrais… ”

FANTÁSTICA!
SOBERBA!
GENIALÍSSIMA!

Minha menor quentiúncula é aquela na cachola:
- Será que alguém pretenderia ganhar dinheiro via Orkut?
Cara… Se esse existir… “Por vós esperamos”

Que o Senhor te recompense todo esse humor primo e prático. Que super-bacana. Sempre existirão as pessoas que adornam e cuidam dos cemitérios.

Monday, June 9, 2008

A síndrome de Munchausen

A síndrome de Munchausen é uma doença psiquiátrica em que o paciente, de forma compulsiva, deliberada e contínua, causa, provoca ou simula sintomas de doenças, sem que haja uma vantagem óbvia para tal atitude que não seja a de obter cuidados médicos e de enfermagem.

A síndrome de Munchausen "by proxi" (por procuração) ocorre quando um parente, quase sempre a mãe (85 a 95%), de forma persistentemente ou intermitentemente produz (fabrica, simula, inventa), de forma intencional, sintomas em seu filho, fazendo que este seja considerado doente, ou provocando ativamente a doença, colocando-a em risco e numa situação que requeira investigação e tratamento.

Às vezes existe por parte da mãe o objetivo de obter alguma vantagem para ela, por exemplo, conseguir atenção do marido para ela e a criança ou se afastar de uma casa conturbada pela violência. Nas formas clássicas, entretanto, a atitude de simular/produzir a doença não tem nenhum objetivo lógico, parecendo ser uma necessidade intrínseca ou compulsiva de assumir o papel de doente (no by self) ou da pessoa que cuida de um doente (by proxy). O comportamento é considerado como compulsivos, no sentido de que a pessoa é incapaz de abster-se desse comportamento mesmo quando conhecedora ou advertida de seus riscos. Apesar de compulsivos os atos são voluntários, conscientes, intencionais e premeditados. O comportamento que é voluntário seria utilizado para se conseguir um objetivo que é involuntário e compulsivo. A doença é considerada uma grave perturbação da personalidade, de tratamento difícil e prognóstico reservado. Estes atos são descritos nos tratados de psiquiatria como distúrbios factícios.

A síndrome de Münchausen por procuração é uma forma de abuso infantil. Além da forma clássica em que uma ou mais doenças são simuladas, existem duas outras formas de Munchausen: as formas toxicológicas e as por asfixia em que o filho é repetidamente intoxicado com alguma substância (medicamentos, plantas etc) ou asfixiado até quase a morte.

Frequentemente, quando o caso é diagnosticado ou suspeitado, descobre-se que havia uma história com anos de evolução e os eventos, apesar de grosseiros, não foram considerados quanto a possibilidade de abuso infantil. Quando existem outros filhos, em 42% dos casos um outro filho também já sofreu o abuso (McCLURE et al, 1996). É importante não confundir simulação (como a doença simulada para se obter afastamento do trabalho, aposentar-se por invalidez, receber um seguro ou não se engajar no serviço militar). Alguns adolescentes apresentam quadro de Munchausen by self muito similares aos apresentados por adultos.

A doença pode ser considerada uma forma de abuso infantil e pode haver superposição com outras formas de abuso infantil. À medida que a criança se torna maior há uma tendência de que ela passe a participar da fraude e a partir da adolescência se tornarem portadores da síndrome de Münchausen clássica típica em que os sintomas são inventados, simulados ou produzidos nela mesma. Ao contrário do abuso e violência clássica contra crianças as mães portadoras da síndrome de Münchausen by proxy não são violentas nem negligentes com os filhos.

O problema, descrito a primeira vez por Meadow em 1977, é pouco conhecido pelos médicos e sua abordagem é complexa e deve envolver o médico e enfermagem, especialistas na doença simulada, psiquiatras/psicólogos, assistentes sociais e, mais tarde, advogado e diretor clínico do hospital e profissionais de proteção da criança agredida (Conselhos Tutelares e juízes da infância).
Texto: Reynaldo Gomes de Oliveira
www.munchausen.com.br/asindrome.html

Sunday, June 1, 2008

SÍNTESE: O Doente Imaginário

O Doente Imaginário

Summary rating: 4 stars 106 Avaliações
Autor : Molière
Review by : Alexandre Meirelles
Visitas: 1598
palavras: 900
Publicado em: agosto 25, 2007
Argan é terrivelmente hipocondríaco. Todo dia, ele testa novos tratamentos e remédios para suas doenças imaginárias e há um médico e um farmacêutico que vivem quase que exclusivamente às suas custas. Toinette, a governanta da casa, tem certeza absoluta de que o patrão não sofre de doença alguma. Ela tenta convencê-lo de que é saudável, mas Argan insiste que é um inválido.
A suposição de que é um doente incurável é reforçada pelo médico e por Béline, segunda esposa de Argan, uma interesseira sempre de olho no dinheiro do marido. Como segunda mulher, Béline não tem direito legal à herança. Por esse motivo, quer obrigar Argan a fazer um testamento em vida. Além disso, quer forçá-lo a mandar suas duas filhas para um convento, afastando o perigo de que exijam parte do dinheiro.
Argan tem planos para sua filha mais velha, Angélique. Quer obrigá-la a casar com o filho de seu médico, para que tenham um doutor na família. O rapaz, Thomas Diafoirus, é um completo idiota, mas vai herdar uma fortuna do pai e do tio farmacêutico. Angélique fica desesperada com a imposição, pois ama um jovem chamado Cléante.
Desejando ajudar Angélique, a governanta Toinette avisa Cléante dos desejos de Argan. O rapaz se disfarça de substituto do professor de canto de Angélique para poder encontrá-la e programar uma possível fuga. Enquanto isso, Toinette finge estar apoiando o patrão em seus planos de unir Angélique ao obtuso Thomas Diafoirus.
Thomas continua mantendo opiniões médicas antiquadas. Ele não acredita, por exemplo, que o sangue circule. Argan considera-o genial, mas Angélique implora ao pai que não a obrigue a casar com semelhante imbecil. Argan concede um prazo de apenas quatro dias até o casamento. Do contrário, Angélique será enviada para um convento (idéia que agrada muito à interesseira Béline).
O irmão de Argan, Béralde, toma o partido da sobrinha Angélique. Não concorda com casamentos forçados e sabe que Argan não está realmente doente para precisar de um doutor na família. Na verdade, Béralde teme que os malucos tratamentos médicos é que acabem matando seu irmão. No meio de uma briga, Béralde joga todos os remédios fora e enxota os médicos. Expulsos da casa, os médicos prevêem a morte de Argan em, no máximo, quatro dias. Argan, desesperado, fica certo de que não vai resistir.
Toinette e Béralde decidem enganar o hipocondríaco. Toinette se disfarça de médico e diz a Argan que os outros especialistas erraram no diagnóstico das doenças. O problema não está no fígado e nos intestinos, mas nos pulmões. A única chance de cura é cortar fora um braço e arrancar um olho. Até mesmo Argan considera o remédio um tanto drástico e se apavora.
Uma vez que o médico e o farmacêutico, ofendidos, romperam o contrato de casamento, Argan continua decidido a mandar a filha para o convento. Béralde acusa o irmão de estar influenciado pela esposa e Argan concorda com a sugestão de Toinette de colocar o amor de Béline à prova. Deita-se na cama, fingindo de morto, para observar a reação da mulher. Toinette chama Béline que fica feliz e comemora o fim de seu “insuportável marido”. A interesseira também pede que Toinette mantenha a morte em segredo um tempo, até que consiga falsificar certos papéis, garantindo que o dinheiro fique todo para ela. Nesse momento, Argan levanta-se da cama, fazendo Béline fugir da casa, apavorada.
Toinette convence Argan a aplicar o mesmo golpe em Angélique. Ele concorda e constata que a reação da filha é oposta a da esposa. Angélique chora por ele e diz que vai respeitar seu desejo, mesmo depois da morte, e seguir para o convento. Argan levanta-se da cama, abençoa a filha por sua lealdade e permite que ela se case com Cléante, desde que o rapaz concorde em estudar medicina. Béralde apresenta uma idéia melhor. Argan pode se tornar, ele próprio, um médico, passando a cuidar de si mesmo. O velho hipocondríaco adora a idéia e abençoa o enlace da filha com seu verdadeiro amor.

Tuesday, May 6, 2008

HISTÓRIA DA ANTÁRTIDA - introdução

História da Antártida

colegiosaofrancisco.com.br/alfa/antartida

Como não há povos nativos da Antártica, a história da Antártica é a história de sua exploração. É muito provável que os primeiros a visitá-la tenham sido os povos vizinhos ao continente: os povos Aush da Terra do Fogo, por exemplo, falam sobre o "país do gelo" e um chefe maori de nome Ui-Te-Rangiora teria atingido a região em 650 d.C[1]. No entanto, esses povos não deixaram vestígios de sua presença.

Terra Australis Incognita
Terra Australis Incognita

A crença na existência da Terra Australis — um vasto continente localizado ao sul com a finalidade de balancear o peso da Europa, Ásia e África — foi proposta por Ptolemeu e Aristóteles na Grécia Antiga. Por isso, a inclusão nos mapas de uma grande massa de terra ao sul era comum em mapas do século XVI. Mesmo no final do século XVII, com o conhecimento de que a América do Sul e a Austrália não faziam parte da Antártica, os geógrafos acreditavam que o continente fosse muito maior do que é na verdade. A situação permaneceu assim até a expedição de James Cook.

Até o final do século XIX, no entanto, a Antártica não havia sido estudada de forma exaustiva e a ocupação humana limitava-se às ilhas subantárticas. Com os dois Congressos Internacionais de Geografia, realizados no final do século, a situação começou a mudar e diversos governos europeus, além dos Estados Unidos, patrocinaram exploradores. Sobressaem-se a disputa entre Roald Amundsen e Robert Falcon Scott pela conquista do Pólo Sul e a posterior tentativa de Ernest Henry Shackleton de atravessar o continente. Recentemente, após o Tratado da Antártica, 27 países mantêm bases científicas e mais cientistas realizaram expedições.

Primeiras expedições

As primeiras viagens documentadas às águas antárticas aconteceram no século XVI. Américo Vespúcio relatou o avistamento de terras na altura dos 52ºS. Expedições sucessivas aproximaram-se da região até o Capitão James Cook, que dirigiu-se para a Polinésia por ocasião de um eclipse, e as tripulações do Resolution e do Adventure cruzarem o Círculo Polar Antártico três vezes entre 1772 e 1775 desfazendo o mito da Terra Australis sem, no entanto, avistá-la devido ao gelo e névoa.

A ocupação humana propriamente dita começa na primeira metade do século XIX, quando navios baleeiros chegavam à região das Ilhas Sanduíche do Sul e acontecem algumas explorações esporádicas por parte de navegadores europeus e dos Estados Unidos. Em 1819 um navio inglês, o Williams, desviou-se de sua rota e foi levado às Ilhas Shetland do Sul e de lá, fretado em uma viagem mais para o sul sob o comando de Edward Bransfield que acabou por aportar em 30 de janeiro de 1820 na Terra de Graham. Três anos antes, o capitão russo Fabian Gottlieb Thaddeus von Bellingshausen havia descoberto a costa e nomeou-lhe Terra de Alexandre I e Nathaniel Palmer, um caçador de focas de Stonington, Connecticut, teria explorado a região.

O Bélgica, navio de Adrien de Gerlache
O Bélgica, navio de Adrien de Gerlache

Em 1822, o inglês James Weddell descobriria o mar que leva seu nome. Entre o fim da década de 1830 e a de 1840 três expedições — a francesa de Jules Dumont d'Urville, a dos Estados Unidos de Charles Wilkes e a inglesa de James Clark Ross — percorreram a costa a fim de determinar se a Antártica era realmente um continente ou um conjunto de ilhas unidas pelo gelo. O francês Dumont D'Urville descobriu entre outros lugares, a Terra de Adélia e a Ilha Joinville. Depois do Pólo Norte Magnético ser localizado em 1831, exploradores e cientistas começaram a busca pelo Pólo Sul Magnético. Partindo da Tasmânia, James Clark Ross, seguiu uma rota inédita até então e descobriu o mar que leva seu nome retornando em 1843[2]. Nessa mesma expedição descobriu e batizou também a Terra Victoria do Sul e os montes Erebus e Terror, nomeados em homenagem aos seus dois navios.

Passaram-se vários anos até que o VI Congresso Internacional de Geografia realizado em 1895 lançasse um apelo pela exploração do antártico devido aos benefícios científicos que poderiam advir daí. A este chamado, em 1897, respondeu o Barão Adrien de Gerlache que no comando do Bélgica deixou a Antuérpia com destino a Antárctica. A tripulação multinacional incluía um zoólogo romeno (Emile Racovitza), um geólogo polonês (Henryk Arctowski), um navegador e astrônomo belga (George Lecointe), vários noruegueses, incluindo Roald Amundsen e um médico americano, Dr. Frederick Cook. Em 1898, eles se tornaram os primeiros homens a passar o inverno na Antárctica, quando seu navio ficou preso pelo gelo. Ficaram impedidos de prosseguir em 28 de Fevereiro de 1898 e só manobraram para fora do gelo em 14 de Março de 1899. Durante sua permanência forçada, vários homens perderam sua sanidade, não só por causa da noite do inverno antártico e do sofrimento suportado, mas também por causa dos problemas de comunicação entre as diferentes nacionalidades.

Expedições nacionais

O Gauss atravessa o gelo durante a Expedição Antártica Alemã.
O Gauss atravessa o gelo durante a Expedição Antártica Alemã.

Devido ao pouco sucesso alcançado, o VII Congresso Internacional de Geografia realizado em 1899 fez um segundo chamado ao qual responderam diversos países, Alemanha, Inglaterra, França e Suécia.

A Alemanha organizou uma incursão entre 1901 e 1903 comandada por Erich von Drygalski. A Inglaterra, uma entre 1901 e 1904 liderada por Robert Falcon Scott, para a realização de estudos oceanográficos, geológicos, meteorológicos e biológicos, além de pretender chegar ao pólo sul, e entre seus homens estava Ernest Shackleton. Entre outros fatores, por ter Shackleton contraído escorbuto a meta não foi alcançada, restando 850 quilômetros e apesar de todos os seus pedidos em contrário, Shackleton foi enviado de volta, o que gerou sua posterior disputa com Scott.

O britânico William Speirs Bruce intentou obter o apoio da coroa para a realização de mais uma expedição oficial, mas este lhe foi negado. Com isso, William recorreu ao nacionalismo escocês e entre 1902 e 1904 realizou-se a "Expedição Antártica Nacional Escocesa". Um francês que havia organizado uma viagem de exploração do Ártico resolveu direcioná-la para o sul. Com o apoio do governo, realizou em 1904 uma expedição às Ilhas Shetland do Sul, a "Expedição Antártica Francesa".

Ainda respondendo ao Congresso Internacional de Geografia, a Suécia organizou sua própria campanha que, partindo da Terra do Fogo e de Ushuaia, exploraria a Península Antártica em 1895 e 1897. Com o sucesso dessa missão o capitão, Otto Nordenskjöld, sugeriu que se prosseguisse com a exploração do litoral, o que lhe foi negado. Resolveu, por isso, organizar uma expedição com recursos próprios que por pouco não terminou em desastre quando o navio ficou preso no gelo e o grupo dividiu-se. Foram resgatados em setembro de 1903 após passarem o inverno a duras penas em abrigos de pedra e com escassez de alimentos.

Corrida ao Pólo Sul

Ao ser enviado de volta por Scott, Shackleton começou a organizar seu plano para a conquista do Pólo Sul. Partiu da Nova Zelândia para o Mar de Ross no início de 1908. Em 20 de outubro deu início a sua viagem. No entanto, os trenós puxados por pôneis mostraram-se ineficientes, pois os animais suavam e nas temperaturas polares isso os matava por hipotermia. Assim, os próprios homens tiveram que carregar os trenós. Os mantimentos planejados para durar 91 dias tornaram-se escassos e a 175 quilômetros da meta, Shackleton decidiu retornar em 1909. A notícia de seus esforços fez com que fosse tratado como herói e, inclusive, sagrado cavaleiro.

Amundsen e Scott

"Fazendo observações no Pólo", Roald Amundsen no Pólo Sul.
"Fazendo observações no Pólo", Roald Amundsen no Pólo Sul.

Depois da expedição no Bélgica e de outra ao Ártico, Amundsen resolveu rumar para o Pólo Norte, mas com a conquista deste em 1909, mudou seus planos em direção ao Sul. Simultaneamente, a notícia da expedição de Shackleton fez Scott querer garantir para o Império britânico a glória da conquista e para si a prova de sua superioridade sobre o primeiro. Os dois estabeleceram-se na Plataforma de Ross a 800 quilômetros um do outro.

Amundsen partiu em 20 de outubro de 1911, seguido por Scott duas semanas mais tarde. O primeiro grupo levava trenós puxados por cães e o segundo por um misto de pôneis e cães seguindo a mesma rota de Shackleton, teve logo que se dividir ao chegar a um ponto de maior altitude, passando os trenós a serem puxados pelos homens.

Em 14 de Dezembro de 1911, o grupo liderado pelo explorador polar norueguês Roald Amundsen veio a ser o primeiro a alcançar o Pólo Sul, retornando em janeiro. Com as crescentes dificuldades, Scott dividiu novamente o grupo, seguindo com quatro homens: Edward Adrian Wilson, Henry Robinson Bowers, Lawrence Oates e Edgar Evans. Chegaram ao Pólo em 17 de janeiro e encontraram a bandeira norueguesa. No caminho de volta, exaustos, pela fome e frio, dois homens ficaram pelo caminho e Scott seguiu com os dois restantes, morrendo eles mesmos a 13 quilômetros de um depósito de provisões.

Travessia do continente

Endurance, navio de Ernest Shackleton preso no gelo
Endurance, navio de Ernest Shackleton preso no gelo

Após a conquista do Pólo Sul, restava ainda uma outra façanha a ser realizada: atravessar o continente de costa a costa. Shackleton assumiu para si esse desafio.

A "Expedição Imperial Transantártica" de 1914 estava organizada em duas frentes: a primeira sairia da Geórgia do Sul com direção ao Mar de Weddell a bordo do Endurance em 5 de dezembro de 1914, e a segunda da Nova Zelândia com direção do Mar de Ross no navio Aurora. No entanto, o Endurance ficou preso no gelo e Shackleton decidiu esperar a chegada da primavera, só que o navio foi arrastado pelo gelo. Shackleton pensava chegar à Ilha Cerro Nevado, mas percebeu que seria impossível, pois o gelo já os havia arrastado até a Península Antártica e acabou por afundar o navio em 21 de novembro de 1915, pouco depois de descarregarem alguns botes e mantimentos. O capitão decidiu então rumar com cinco homens para as Ilhas Clarence ou Ilha Elefante em busca de ajuda, chegando depois de três dias remando sem água ou comida quente.

Dali, achando que a ajuda poderia demorar, rumou para a Geórgia do Sul, onde pediu socorro em uma estação baleeira e conseguiu um navio com o qual pôde resgatar seus homens que havia deixado sob o comando de Frank Wild, seu auxiliar, em 30 de agosto de 1916. Os homens no Aurora também tinham tido dificuldades e o navio havia retornado para a Nova Zelândia para reparos.

Ainda assim, organizou uma nova jornada que sairia da Geórgia do Sul para estudar o Oceano Antártico, mas morreu no dia seguinte de sua chegada na ilha.

História recente

Fotografia noturna do Endurance durante a Expedição Imperial Transantártica
Fotografia noturna do Endurance durante a Expedição Imperial Transantártica.

O Contra-Almirante da marinha dos Estados Unidos Richard Evelyn Byrd liderou cinco expedições para a Antártica durante as décadas de 1930, 1940, e 1950. Ele sobrevoou o Pólo Sul com o piloto Bernt Balchen em 28 e 29 de novembro de 1929, para igualar seu sobrevôo do Pólo Norte em 1926. As explorações de Byrd tinham a ciência como finalidade e ele iniciou o uso de aeronaves no continente, apesar de o primeiro vôo transcontinental ter sido realizado por Lincoln Ellsworth. Suas expedições estabeleceram o cenário das modernas exploração e pesquisa da Antártica.

Até 31 de Outubro de 1956 ninguém voltaria a pisar no Pólo Sul; nesse dia o Contra-Almirante George Dufek e outros pousaram com sucesso uma aeronave R4D Skytrain (Douglas DC-3).

Durante o Ano Geofísico Internacional de 1957 um grande número de expedições foram montadas. O alpinista neozelandês Edmund Hillary liderou uma expedição usando tratores preparados para a travessia polar, alcançando o Pólo perto do fim do ano de 1957, a primeira expedição desde Scott a atingir o Pólo Sul por terra. Hillary estava colocando depósitos de suprimentos para a expedição transantártica britânica, mas "desviou-se" para o Pólo porque a viagem ia bem. Então em 1958, o explorador britânico Vivian Fuchs conseguiu realizar com sucesso a expedição pretendida por Shackleton em 99 dias na "Espedição Transantártica do Commonwealth".

O Tratado da Antártica foi assinado em 1 de Dezembro de 1959 e entrou em vigor em 23 de Junho de 1961 e atualmente muitos países mantêm bases de pesquisa permanente.

Um bebê, chamado Emilio Marcos de Palma, nascido próximo à baía Hope em 7 de Janeiro de 1978, se tornou o primeiro nascido no continente. Esse foi também o nascimento mais ao sul da história. Sua mãe foi enviada pelo governo da Argentina para que este fosse o primeiro país com crianças nascidas lá.

Em 28 de Novembro de 1979, um DC-10 da Air New Zealand, em uma viagem turística, chocou-se com o Monte Erebus, na Ilha de Ross, matando todas as 257 pessoas a bordo. O acidente pôs um fim permanente às linhas aéreas operando vôos comerciais para o continente, devido aos riscos compreendidos e a localização remota dos serviços de busca e resgate.

No final do século, numerosas expedições foram realizadas, com um renovado interesse pelo continente sul. Começando em 17 de julho de 1989 e tendo fim em 24 de fevereiro de 1990 realizou-se a Expedição Transantártica formada por exploradores dos Estados Unidos, Japão, França, Inglaterra, China e Rússia, cruzando os Montes Transantárticos e o continente na direção de sua maior extensão e procurando alertar os governos e as sociedades para os danos ambientais na região. Na "Antartikten Transversale" dois alemães, Reinhold Mesmer e Arved Fuchs realizaram a rota de Shackleton com os métodos de Scott e Laurence de la Terríere foi uma francesa que cruzou a planície antártica sozinha.

Fonte: pt.wikipedia.org

História da Antártida

A Antártica, o fundo dos oceanos e o espaço cósmico são as três últimas grandes fronteiras da ciência internacional.

Em 1975 o Brasil aderiu ao Tratado da Antártica, e sete anos depois realizou sua primeira expedição ao Continente Austral. O fato representou um grande desafio ao País e a abertura de uma nova fronteira de pesquisa para a comunidade científica nacional, que passou a ter a oportunidade de desenvolver estudos na região.

História da Antártida

O grande esforço nacional – científico, logístico e diplomático – foi muito bem sucedido, pois ainda em 1983 o Brasil foi elevado à categoria de Parte Consultiva do Tratado, o que significa dizer: membro com direito a voz e voto, integrante de um seleto grupo de apenas 27 países que decide sobre as atividades e o futuro do Continente Branco.

História da Antártida

A primeira expedição científica brasileira à Antártica ocorreu no verão austral de 1982/83. Faziam parte da expedição os navios Barão de Teffé, da Marinha do Brasil, e Prof. Wladimir Besnard, do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (IO/USP). Ambas as embarcações foram equipadas com instrumentos científicos e desempenharam um papel fundamental no sucesso da primeira viagem, uma vez que o Brasil ainda não dispunha de uma estação científica na Antártica.

A qualidade do programa científico brasileiro e os resultados daquela expedição contribuíram decidamente para que o Brasil obtivesse seu segundo sucesso imediato ao ser aceito, já em 1984, como membro pleno do Comitê Científico sobre Pesquisa Antártica (sigla em inglês, SCAR), órgão internacional que promove e coordena a ciência antártica.

O Tratado da Antártica e o Protocolo de Madri

O Tratado da Antártica, texto em português, em vigor desde 23 de junho de 1961, reserva a área ao sul do paralelo 60ºS para fins pacíficos e livre pesquisa científica em cooperação internacional, além de proibir atividades militares na região, explosões nucleares e depósito de lixo radioativo. Por esse acordo, os países com atividades no continente se consultam sobre seu uso, sem torná-lo objeto de disputas internacionais.

Assinado inicialmente pelos 12 países que então mantinham empreendimentos na Antártica - África do Sul, Argentina, Austrália, Bélgica, Chile, Estados Unidos, França, Japão, Nova Zelândia, Noruega, Reino Unido e URSS -, o acordo não tem data para término e é aberto a adesões. Conta hoje com 45 integrantes, entre eles o Brasil, que assinou o Tratado em 16 de maio de 1975 e em 1983 se tornou parte consultiva.

Trinta anos e muita pesquisa depois do Tratado, e com fundamento na convicção do papel fundamental da Antártica para entender como funciona o Planeta e para preservar as condições de vida como conhecemos, foi assinado, em 1991, o Protocolo ao Tratado da Antártica para Proteção ao Meio Ambiente , conhecido como Protocolo de Madri, que entrou em vigor em 1998.

O documento torna a região uma reserva natural, dedicada à paz e à ciência, proíbe por 50 anos (até 2.047) a exploração econômica dos recursos minerais e regulamenta e controla as atividades humanas no local.

Normas de conduta

O Protocolo de Madri estabelece normas de conduta para pesquisadores, visitantes e pessoal de apoio logístico:

  • colocar o lixo no local certo
  • evitar perturbar os animais
  • procurar não caminhar sobre vegetação
  • não usar armas
  • manter-se fora de áreas restritas
  • não coletar ovos, animais ou plantas
  • não levar para a Antártica seres estranhos a seu ecossistema
>>
_ http://memoria.cnpq.br/areas/terra_meioambiente/proantar/index.htm

O Programa Antártico Brasileiro – PROANTAR
realiza pesquisas científicas no continente antártico
visando ampliar os conhecimentos dos fenômenos
que ali ocorrem em todos os seus aspectos
a suas influências sobre o Brasil por meio de:


  • Desenvolvimento das atividades científicas brasileiras com envolvimento crescente de cientistas brasileiros
  • Estudo das mudanças ambientais globais e avaliando sua consequência sobre o homem e os seres vivos, incluindo as consequências sócio-econômicas.
  • Identificação dos recursos econômicos vivos e não vivos e obtenção de dados sobre as possibilidades de seu aproveitamento.
  • Propiciamento de avanços da tecnologia nacional aplicável às condições fisiográficas e ambientais do continente antártico e da área marinha adjacente, bem como a eventual exploração e o aproveitamento de recursos vivos e não vivos.
  • Apoio à execução de pesquisas conjuntas internacionais em cooperações pacíficas e compartilhadas. O elevado custo de qualquer operação já realizada e sua condição de espaço internacional destinado à Ciência, induz que as atividades antárticas de ciência e tecnologia sejam, em grande medida, desenvolvidas em termos de cooperação internacional, o que implica a necessidade de os membros do Tratado da Antártica manterem ações permanentes, visando o alinhamento de suas diretrizes científicas com aquelas, de cunho internacional emanadas do SCAR.


O PROANTAR está vigente há mais de vinte anos e o CNPq á parceiro ativo desde 1991, responsável pelas atividades científicas brasileiras na Antártica. Basicamente o programa possui três vertentes operacionais:
Logística – a cargo da Secretaria da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar/SeCIRM, que também gerencia o programa;

Científica – a cargo do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científco e Tecnológico/CNPq e; Ambiental – a cargo do Ministério do Meio Ambiente/MMA.

Este site contém informações detalhadas sobre como o programa é estruturado, sua base legal, seus mecanismos de fomento e também aspectos gerais da Antártica. Para maiores informações entre em contato conosco.