Wednesday, December 24, 2014

A DROGA CORROMPE


'A droga corrompe'
Rand Beers: secretário assistente da secretária de Estado Madeleine Albright

veja.abril.com.br/070600/entrevista.html
 
O narcotráfico mina as instituiçoes, corrompe o sistema político e atinge a sociedade. É uma questão global, que não deve ser colocada como uma disputa entre nações produtaoras e nações consumidoras. Nós somos todos consumidores, e algumas nações são também produtoras. As governo cabe encaminhá-los a para uma atividade economicamente viável. O programa de substituição de culturas deve conter medidas economicas e sociais que convenção os agricultores que o novo negócio é viável e seguro. O Estado tem de prover serviços de apoio até que as novas culturas se torme, auto-sustentáveis. (...) A produção hoje está no seu nível mais baixo desde 1.987. O que esperamos é um esforço de cooperação. A postura mais leve em relação às drogas não funciona. quanto maior o sucesso que conseguirmos no controle das drogas cultuváveis, maior será a preocupação com as sintéticas. Devemos contituar a luta pela redução da demanda.


O Rio de Janeiro tem mais de 700 favelas...Quase todas elas dominadas por traficantes armados até os dentes. É só nêgo de R15, Pisto UZI, HK, e por aí, vai. No resto do mundo essas armas são usadas para fazer guerra, no Rio são as armas do crime. Um tiro de 762 atravessa um carro como se fosse papel. É burrice pensar que numa cidade assim os policiais vão subir favela só para fazer valer a lei. Policial tem família, amigo; policial também tem medo de morrer. É por isso que nessa cidade todo policial tem que escolher: uns corrompem, ou se omite, ou vai para a guerra. A maioria das pessoas não gosta de guerra. e o Major Oliveira não era excessão...BOPE -TROPA DE ELITE
...
 

"Mas, preciso dizer algumas coisas: ter um filho no mundo de hoje é uma responsabilidade. Porém, que mal há em ser mãe de um 'Capitão Nascimento'? Qual de nós não sabia que seu (ua) filho (a) viria ao mundo para ser policial? Todos somos. E como o filme diz: "Policial também tem família, policial também tem medo de morrer." Mas... A Vida continua, e o Show da Vida é essa continuidade. Nós e nossos Filhos temos muito o que trabalhar! (...) "Você matou esse traficante, seu maconheiro de merda!" Não há outra verdade. Quem não viu no "Perigo Real e Imediato", os produtores gritarem: " - Párem de consumir! Nós paramos de produzir!" Numa boa. Sim. Isso acontece. (...) E, quem mata inocente é o inocente que se acha inocente: o consumidor, que usa o traficante, que usa nada-vai! Ninguém mais é inocente nessa guerra. Culpar o usuário de droga também é crime: ele não é tão protegido assim! É terceiro na escala da culpa. E, último. (...) TROPA DE ELITE vem dar uma sova no povo, vem mostrar com simplicidade que o complicado é bem mais complicado do que parece, e não parece exagerar em todas as brechas que encontrou para atingir os responsáveis pelas coisas que já sabemos que são erradas - nota: policiais civis traficando armas e o Bope cansando de pegar. E, além disso, por aí, vai. (...) Assim, como a Polícia que recebe o salário de 500 paus, os marginalizados não recebem nada da sociedade - e é papel dela manter indivíduos educados. O centro de toda a questão exposta pelo filme é "a verdade escondida pelo medo" que a cidadania brasileira enfrenta (sim, pois se esquiva de acreditar no visível e comprovável), no caso do tráfico internacional de entorpecentes, sendo também uma vítima exponencial. Prá mim, foi legal por isso: essa realidade é cotidiana e as pessoas não querem acreditar. A Realidade do tipo de atuação destes batalhões é desumana, inocente e contra-produtiva; é coisa para arquivar mesmo, esquecer no hospício. A verdade da questão existe. O que não se pode é afastar-se dela. Procurar remediar é o mais apropriado: ao Governo, à Polícia, à Cidadania.   

Alcóol e Tabaco

Acho inaceitável a legalização das duas coisas. Ou tudo é livre, ou tudo é proibido (por ignorância histórica). Acredito que a legalização ou proibição de todas as drogas, sem distinção, não surtiria efeito notável. É fato: todas fazem mal a saúde. Cabe as pessoas, a população como um todo, ser consciente sobre tais males e escolher. Não fumo, não bebo pois sei das consequências... O fato de o cigarro e a bebida serem toleradas não significa que eu deva aderir a elas. Eu acho que legalização de drogas, qualquer uma, é uma forma de adoecer as pessoas para que elas não pensem, não produzam e não lutem com suas idéias e ideais contra pessoas que as governam. Vejo com um instrumento de governo. Adoecer pessoas para que elas não discutam decisões. EXISTE O LIVRE ARBÍTRIO PARA TAL TEMA. Pague o preço. Quem tem de mudar é a pessoa. EUA, a Lei Seca deu certo?
Vamos a alguns fatos: álcool e tabaco são drogas. Ainda que socialmente aceito, e isso não retira tal carácter de ambos.
O álcool ainda tem a seu favor o fato de, caso ingerido em pequenas doses (mesmo que diariamente), provocar menor dano na saúde do indivíduo (inclusive há pesquisas que indicam um suposto benefício ao ingerir um cálice de vinho   diariamente). Já o cigarro, que em outros tempos era moda mundo afora, representando o que havia de mais chique e moderno, hoje enfrenta em vários países um duro combate da própria sociedade e do governo. O incentivo, neste caso, cedeu espaço para a reprovação.
Posição: Uma das principais características do ser humano é a incessante busca pelo prazer. Existe aquele que sente um bem indescritível ao chegar em casa, tirar os sapatos e escutar seu CD preferido, enquanto sentado em sua confortável poltrona desfruta da bela vista de seu apartamento. Existem aqueles que não trocam por nada uma roda de amigos, regada a muito chopp, conversas e risadas. Há ainda aqueles que veem em uma ótima refeição, uma fonte quase inesgotável de prazer. Outros, por sua vez, buscam no cultivo da boa forma de seu corpo, a disposição física, a elevação da auto-estima e a segurança de estarem fazendo um bem a si mesmos. Isto também não passa de uma forma de obtenção de prazer: olhar-se no espelho e gostar do que vê nada mais é que o resultado da busca pela satisfação pessoal e a felicidade. Ambas, ligadas ao prazer. Enfim, as formas de buscá-lo são muitas, cigarro e bebida são apenas componentes químicos que auxiliam nesta procura. Uma espécie de ferramentas para a obtenção instantânea do prazer.
Não condeno quem faz uso das mesmas (apesar de não gostar nem um pouco de ver quem eu amo fumando ou tomando aquele porre homérico). No entanto, busco, outras fontes. Que não sejam tão tolas, tão passageiras. Que não comecem no acender do isqueiro e terminem na 5ª baforada, dentro do cinzeiro, para então repetir-se. Que sejam mais duradouras, que tragam um bem real a mim, e sobretudo, que me faça mais feliz. Em relação a bebidas, um chopp ou outro, vá lá, mas sair para encher a cara, esquecer dos problemas ou forçar uma socialização seriam atitudes forçadas, e consequentemente não fariam feliz. Seria, portanto, um prazer manco, um legítimo forçar de barra. A quem sente-se bem com isso, sem problemas. Ainda creio que o equilíbrio seja a melhor das formas de obter prazer, a única a fornecê-lo de uma maneira real, sem subterfúgios.
Tanto o cigarro como o álcool são drogas liberadas pela sociedade e assim são aceitas e conseguem matar legalmente! O alcool, atualmente está sendo consumido por menores de 14 anos!! isso é um absurdo pois é uma epoca em que o corpo do jovem ainda está em formação. Acho que o Congresso devia votar leis proibindo a propaganda de bebidas alcoolicas na TV em Jornais etc etc. Quanto ao Fumo acho que o consumo está caido e algumas medidas foram tomadas para que isso tenha ocorrido! menos mal!
As coisas podem fazer bem ou mal dependendo do modo e da quantidade que se usa.Isso é muito relativo. Agora, os puritanos de plantão estão sempre procurando formas de se proibir as coisas.Isso não adianta!!!  Temos que procurar ter consciência e não falta de liberdade.O ser humano tem que ser livre para fazer o que quiser com a sua vida desde que não incomode os outros. Se incomodar,tudo bem a lei tem que agir, mas se o próprio quer se matar paciência!! Sou a favor do "é proibido proibir". Sou a favor de proibir o uísque paraguaio. É um veneno!"

PRO- E CONTRA A LEGALIZAÇÃO
www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.phtml?cod=2437&cat=Artigos


PRO-LEGALIZAÇÃO
1. A repressão falhou. Gastam-se bilhões de dólares na guerra ao tráfico e o consumo só aumenta
2. Com a legalização, abole-se o crime ligado ao tráfico, que movimenta por ano 500 bilhões de dólares nesse comércio
3. O governo brasileiro arrecada perto de 2 bilhões de dólares em impostos com o cigarro. Arrecadaria com as outras drogas
4. Reduz-se a corrupção. Polícia, Justiça e políticos deixariam de receber dinheiro da droga
5. Os consumidores deixariam de ser tratados como criminosos
6. Evita-se que o usuário tenha contato com criminosos para obter a droga
7. Os laboratórios farmacêuticos fabricariam droga sem mistura
8. O álcool mata 25 vezes mais do que as drogas ilegais. O fumo mata 75 vezes mais. Mas o álcool e o tabaco são legalizados.

CONTRA A LEGALIZAÇÃO
1. Usuários eventuais seriam encorajados a consumir mais
2. Só 10% dos que bebem álcool tornam-se viciados. Até 75% dos consumidores de drogas pesadas se viciam
3. O correto seria aperfeiçoar a repressão, em vez de tentar a saída desesperada da legalização
4. Sem leitos para os doentes pobres, o Estado também será incapaz de atender os viciados
5. Adultos supostamente sabem o que é bom para eles. Adolescentes, não. Drogas legais são um perigo a mais para os jovens
6. A propaganda, a distribuição e a produção ganharão eficiência. Tanto quanto no caso do cigarro
7. O fato de já existir tóxicos legalizados não significa que se deva acrescentar outros à lista.

Algumas considerações:

"Pensamos em um acordo bilateral, no qual os países produtores, os países de trânsito e os países de consumo tenham obrigações e tarefas específicas. O crime se organizou internacionalmente, não reconhece fronteiras nem pode ser combatido sob a perspectiva de um país em particular. Ou entramos em acordo multilateral com compromissos verificáveis e mútuos ou não será possível enfrentar esse tipo de crime." Vicent Fox, Sem Caça Às Bruxas.
noticias.uol.com.br/ultnot/efe/2007/10/11/ult1766u24046.jhtm
veja.abril.com.br/090800/entrevista.html


FARC I
www.consciencia.net/2004/mes/07/farc-40anos.html
Comandante do Secretariado Geral das FARC, Raúl Reyes
- morto em
1º de março de 2008
- :"as FARC são um exército do povo que se nutre da economia do país, que é o petróleo, o café, as esmeraldas, o gado, o algodão, a coca e a papoula. Assim as FARC cobram um imposto àqueles capitalistas que tenham mais de um milhão de dólares, independentemente da proveniência de seus capitais. Não perguntamos ao empresário das transportadoras se seus caminhões foram comprados com dinheiro do narcotráfico. As FARC não têm cultivos, não negociam com narcóticos, não vendem favores aos narcotraficantes. As FARC subsistem da economia do país, apesar da campanha encabeçada pelos EUA que tem por fim desacreditar-nos, mostrar-nos não como uma organização revolucionária, mas como narcotraficantes, agora narcoterroristas. Mas é normal que os EUA façam isso, pois são nossos inimigos e, portanto, fazem o que devem fazer".
FARC II
pt.wikipedia.org/wiki/For%C3%A7as_Armadas_Revolucion%C3%A1rias_da_Col%C3%B4mbia
 
As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia–Exército do Povo (em castelhano, Fuerzas Armadas Revolucionarias de ColombiaEjército del Pueblo), conhecidas pelos acrônimos FARC ou FARC-EP, é uma organização de inspiração comunista, que opera mediante uso de métodos de táticas terroristas e de guerrilha. Que diz lutar pela implantação do socialismo na Colômbia. Juntamente com outros movimentos e partidos de esquerda latino-americanos, as FARC são integrantes do Foro de São Paulo. Foi criada em 1964, militar do Partido Comunista Colombiano, sendo considerada pelo governo da Colômbia, pelo governo dos Estados Unidos e pela União Européia, entre outros, como uma organização terrorista por suas ações não apenas contra o governo, mas também contra civis e infra-estruturas. Com cerca de doze a dezoito mil membros (aproximadamente 20 a 30% deles são recrutas com menos de 18 anos de idade), as FARC-EP estão presentes em 35-40% do território colombiano, especialmente nas selvas do sudeste e nas planícies localizadas na base da Cordilheira dos Andes. Segundo informações do Departamento de Estado dos Estados Unidos, as FARC controlam a maior parte do refino e distribuição de cocaína dentro da Colômbia, sendo responsável por boa parte do suprimento mundial de cocaína e pelo tráfico dessa droga para os Estados Unidos.
Organização: As FARC-EP, o maior grupo paramilitar da América do Sul, são dirigidas por um secretário, Manuel Marulanda Vélez, também conhecido como Tirofijo (tiro certo), e seis outros membros, incluindo o comandante militar Jorge Briceño, também conhecido por Mono Jojoy. É organizada juntamente às linhas militares e inclui diversas fontes urbanas.
Ações: As FARC são classificadas como uma organização terrorista por países da União Européia e os Estados Unidos da América.As FARC autoproclamaram-se uma organização político-militar marxista-leninista de inspiração bolivariana . A organização proclama representar a população rural contra as classes dominantes abastadas da Colômbia e se opõe ao que denomina "colonização neoliberal do Estados Unidos na Colômbia" (particularmente o Plano Colômbia), privatização, expropriação de recursos naturais, corporações multinacionais e grupos paramilitares, porém sobrevivem da venda de cocaína e de seu tráfico. As FARC argumentam que esses objetivos motivam os esforços do grupo pela tomada do poder na Colômbia através de uma revolução armada. Segundo os EUA, as FARC obtêm financiamento através de extorsões, seqüestros e tráfico de drogas. Segundo as estimativas oficiais, o tráfico rende aos narcoguerrilheiros 590 milhões de dólares por ano.
Relação com as drogas: Apesar de as FARC serem uma guerrilha narcotraficante, seus soldados são proibidos de consumi-las. O uso de alguma droga representa um grave crime na organização, sendo severamente punida pelos guerrilheiros.
Seqüestros: Pesquisas de opinião pública indicam que as FARC possuem 93% de rejeição na Colômbia. O motivo de tal antipatia, supõe-se, é devido ao fato de as FARC terem seqüestrado seis mil pessoas nos últimos dez anos, mantendo-os em condições sub-humanas. No final de 2007 o grupo tinha perto de oitocentos reféns em cativeiro.
Soldados adolescentes: As FARC são acusadas de recrutar adolescentes como soldados. A Human Rights Watch. As FARC recrutam boa parte de seus novos membros entre garotos de 10 a 14 anos de idade. Após se embrenharem na selva, os jovens são isolados do mundo exterior, da família e perdem o próprio nome, substituído por um "nome de guerra". estima que as FARC possuem uma parte dos combatentes menores de idade na Colômbia. Estima-se que entre 10 a 20 por cento dos combatentes da FARC têm menos de 21 anos, num total de aproximadamente 3500 combatentes adolescentes.
As FARC e o governo de Álvaro Uribe: Parte considerável dos colombianos temem as Farc, muitos destes por considerá-las como grupo terrorista. Esse fato proporciona alta popularidade ao atual presidente da Colômbia, Álvaro Uribe: Desde o primeiro dia na presidência da Colômbia, Uribe investiu com firmeza – e tropas especiais treinadas com a ajuda dos Estados Unidos – na tarefa de recuperar o controle de seu país não apenas dos comunistas, mas também dos narcotraficantes e das milícias paramilitares de direita. Quando assumiu o cargo, em 2002, estimava-se que a guerrilha comunista circulasse à vontade ou tivesse o controle efetivo de 40% do território colombiano. Essa área era basicamente de florestas e montanhas de difícil acesso. Seu governo empurrou os terroristas aos grotões e conseguiu diminuir o número de seqüestros aumentando o contingente policial e criando unidades especializadas em combater especificamente esse tipo de crime. Com isso os índices de criminalidade colombianos atingiram em 2005 os níveis mais baixos em 20 anos. Há nele uma motivação pessoal nesta luta: seu pai foi assassinado pelas Farc em 1983.
Raúl Reyes: o segundo membro mais importante da FARC, foi morto em 1º de março de 2008 por um ataque das forças armadas da Colômbia. A morte aconteceu em território equatoriano e esta ação desencadeou uma crise diplomática entre a Colômbia, o Equador e a Venezuela.
Iván Ríos: cujo verdadeiro nome era Manuel Jesús Muñoz Ortiz, o mais jovem dos integrantes do Secretariado das FARC-EP foi morto por seus próprios soldados em 5 de março de 2008 na zona rural de Albânia, no departamento de Caldas, localizado no Noroeste do país. Os rebeldes desertores apresentaram ao Exército uma mão decepada do líder guerrilheiro, além de sua identidade, passaporte e computador pessoal.
Operação Traíra: Em 1991 um grupo de 40 militantes das Farcs invadiu o Brasil e atacou de surpresa um destacamento militar brasileiro às margens do Rio Traira. Nesse ataque morreram 3 militares brasileiros e 17 ficaram feridos; várias armas, munições e equipamentos foram roubadas. Dias depois o exercito brasileiro deflagou a Operação Traira com a finalidade de afastar os atacantes.

Thursday, November 25, 2010

Anjos e Demônios

Anjos e Demônios

http://skollenon.com/sixteen-minutes/antimateria-anjos-e-demonios/


Realidade ou ficção cientifica?

Se você viu o filme, ou leu o best-seller Anjos e Demônios de Dan Brown (mesmo autor de O Código da Vinci), conceteza deve ter ficado curioso a respeito da antimatéria, ou melhor, sobre a tal bomba de antimatéria ^.^

Será que uma coisa assim seria realmente possível com apenas 1/4 de grama de antimatéria?
Para se ter uma idéia inicial, a bomba atômica de Hiroshima, mesmo tendo 3,2 m de comprimento, 75 cm de diâmetro e 4300 Kg de peso, tinha um explosivo que era de aproximadamente 10 Kg de urânio 235 e potência de 20 kilotons.
(1 kiloton é o equivalente a explosão de 1.000 toneladas de TNT)

Apenas 1/4 de grama de antimatéria (seja lá o que ela seja) é muito pouco contra 10 Kg de urânio, mas vamos cálcular a potência da suposta bomba de antimatéria para enterder melhor…

Calcula-se usando a famosa fórmula de Albert Einstein E=mc2 (onde: E= energia, m=massa, c= constante da luz)
Lembrando que uma grama é 0,001 Kg e a velocidade da luz é 300.000.000 m/s (E = 2 x 300.000.000 x 300.000.000), fazendo a conta temos uma potência que seria 21,4 kilotons, porem, ao ser desintegrado um grama de antimatéria, se desintegraria junto um grama de matéria normal, logo seriam 42,8 kilotons.

Como no livro foram usados 1/4 de grama de antimatéria, a potência da bomba seria de aproximadamente 10 Kilotons. Uma bela explosão para 1/4 grama se comparada aos 10 Kg de urânio 235 da bomba de Hiroshima…

Mas calma, afinal o que não seria possível com 10 kg de antimatéria não é mesmo?
Pois então, a Al-Quaeda provavelmente sabe disso, mas não adiantaria muito…

No CERN (Centro Europeu de Pesquisas Nuclear), que realmente produz antimatéria à razão de 107 antiprótons por segundo (usando um acelerador de particulas), para se produzir uma grama de antimatéria que possui 6×1016 antiprótons, seriam necessários 6×1023 x 107 segundos.
No bom e velho português, levaria-se 2 bilhões de anos para se produzir 1 grama de antimatéria, logo, 500 milhões de anos para um 1/4 de grama.

Podemos também levar em consideração que a antimatéria é muito instável e que os primeiros antiátomos (nove átomos de anti-hidrogênio) quando foram criados, duraram apenas 40 nanosegundos.

Enfim, hoje não é possível, mas em 500 milhões de anos… quem sabe?
Além do que o cusco de sua armazenagem seria muito caro (já que ela não poderia tocar em nada).

Mas afinal, o que é antimatéria?
É exatamente o que você pode estar pensando que é, o oposto da matéria normal, da qual é feita a maior parte do nosso universo, ou a união de pósitrons (elétrons com uma carga positiva ao invés de negativa) com antiprótons (prótons que possuem uma carga negativa ao invés da carga positiva normal).



Matéria e antimatéria: configurações iguais, cargas elétricas invertidas.

Isso tudo é meio doido, mas realmente existe, os pósitrons que foram descobertos por Carl Anderson em 1932, foram a primeira evidência de que a antimatéria poderia existir.

Quando a antimatéria entra em contato com a matéria normal, essas partículas iguais, mas opostas, colidem produzindo uma explosão emitindo radiação pura, emanada a partir do ponto da explosão à velocidade da luz.

Ambas as partículas que criaram a explosão são totalmente aniquiladas, deixando para trás outras partículas subatômicas. Essa explosão que ocorre quando antimatéria e matéria interagem, transforma toda a massa de ambos os objetos em energia.
Baseando-se nisso cientistas pensam em construir um motor de reação matéria-antimatéria (no futuro), e conseguentemente bombas.

Cientistas também acham possível que exista um universo completamente igual ao nosso onde a antimatéria prevaleça, uma vez que não existe nada de diferente entre as partículas e suas antipartículas, a não ser as sua características invertidas.
(carga positiva ao invés de negativa ou vice versa).

Assim sendo, se você encontrar o seu anti-eu não cumprimente-o, certamente vocês se auto-aniquilarão =P

Fontes: Texto de Carlos Alberto Campagner que é engenheiro mecânico, com mestrado em mecânica e professor de pós-graduação, HowStuffWorks – como tudo funciona e Físico maluco. Até mais!

Thursday, November 4, 2010

Farc fazem hoje mesmo mal que ditadura fez a Dilma, diz Ingrid

Ex-refém das Farc está em São Paulo para lançar livro de memórias.
'Há interesses para que eu não volte a ser política', disse colombiana ao G1.
Giovana Sanchez
Do G1, em São Paulo

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Ingrid Betancourt veio a São Paulo lançar livro de
memórias (Foto: Daigo Oliva/G1)

Ela tem um olhar profundo e uma voz doce. A aparência de Ingrid Betancourt engana: quem vê seu rosto delicado não diz que é a mesma mulher que ficou seis anos e meio vivendo na selva, presa como refém de guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Dois anos depois de sua libertação pelo Exército, a ex-candidata à Presidência e mãe de dois filhos faz uma viagem por vários países para lançar seu livro de memórias: 'Não há silêncio que não termine' (Ed. Companhhia das Letras).

Em sua passagem por São Paulo, ela falou ao G1 sobre política, vida pessoal e as lições que tirou do sequestro. Disse ter gostado da eleição de Dilma Rousseff para a Presidência - cargo ao qual concorria, na Colômbia, quando foi sequestrada, em 2002. "Penso que é uma mulher muito complexa, que tem muitas facetas, obviamente de êxito profissional, mas também é uma pessoa que sofreu na ditadura, e portanto acho que deve valorizar infinitamente os direitos humanos e o valor da democracia."

Veja a entrevista com a franco-colombiana Ingrid Betancourt:

G1 - Por que você decidiu escrever o livro só dois anos depois de sua libertação?
Ingrid Betancourt - Porque não pude escrever antes. Não tinha a estabilidade emocional para sentar e escrever direto. Comecei oito meses depois da minha libertação. E me levou muito tempo para escrever, mais do que havia previsto. Me tomou um ano e meio. Então foi um processo longo e difícil.

G1 - Você mantém alguma relação com os outros reféns libertados?
Betancourt - Falo com praticamente todos. Há um ou dois com quem não falei, mas falo muito frequentemente, quase todos os dias, com muitos deles.

G1 - Eles estão bem? Passaram pelo mesmo processo que o seu?
Betancourt - Sim, estão bem. Por processos um pouco diferentes, porque meus companheiros escreveram seus livros quando saíram, e eu decidi esperar passar um tempo, deixar decantar o que estava sentindo para poder ter mais perspectiva sobre o que queria escrever. Eu ainda não tenho um lugar onde viver, ainda vivo de malas. Eles já estão instalados, têm suas casas, suas vidas já organizadas.

G1 - Como é sua segurança? Você faz algo que não fazia antes?
Betancourt - Digamos que há reflexos de segurança que adquiri. Tenho mais consciência de quem está ao meu redor, trato de olhar quem está perto e reajo muito diretamente frente a eventos que não me parecem normais, digamos. Não sei se é trauma ou se é prudência.

G1 - Como foi a relação com seus filhos na sua volta? Você os deixou pequenos e os encontrou adultos...
Betancourt - Foi um choque, obviamente. Um choque de felicidade, primeiro.

G1 - O que mudou na relação?
Betancourt - Tudo mudou. Tudo mudou porque tinha filhos que levava ao colégio, comprava coisas no mercado, me encarregava que fossem para cama a certa hora, se estavam doentes tinha que chamar o médico. Hoje em dia são adultos, então a vida é diferente. Porque é um espaço que eles me concedem em suas vidas. Digamos que no começo foi um pouco difícil para eu aceitar isso. Que não era eu quem definia o tempo que estávamos juntos, mas eles.

G1 - E como está tudo agora?
Betancourt - Tem sido interessante, pois, no começo, voltar a criar o espaço para ser mãe em suas vidas foi algo que não foi evidente, porque eles viviam sem mãe, eles não tinham um espaço para uma mãe. [...] Tinham a necessidade afetiva, mas na distribuição do tempo não havia espaço para mim. Tive que voltar a construir esse espaço, a necessidade do diálogo, os reflexos de comunicação, e voltar a construir uma comunicação sã, [...] em que pudéssemos nos ajudar e nos amar de uma maneira construtiva.

Havia momentos de conflito, porque tínhamos que nos sintonizar. Me lembro por exemplo quando recebi o ‘Blackberry’ e pensei: bom, agora posso falar com eles o tempo todo. E eles não me ligavam. Eu ligava, mandava mensagem e eles não me respondiam. Então um dia falei com Lorenzo e disse: ‘bom, eu queria que me ligasse umas duas vezes por dia para saber onde anda’. Ele disse ‘não vou te ligar, não tenho tempo, estou com meus amigos, minha vida, tenho minha vida, não posso ficar te ligando’. Isso para mim foi um choque muito duro.

E depois entendi que tinha razão. A normalidade da relação é de que ele tenha sua vida e não ficasse pensando que teria que me ligar. E me parece que isso é são, então é um processo de adaptação.


Ingrid Betancourt ficou mais de seis anos em poder da guerrilha colombiana. (Foto: Daigo Oliva/G1)G1 - Por que você desistiu de ser política? Com que deseja trabalhar agora?
Betancourt - Desisti da política na Colômbia, porque me parece que a política na Colômbia extrai o pior do ser humano, não o melhor. E eu quero estar em contato com o melhor do ser humano.

G1 - E por que traz o pior?
Betancourt - Porque a política é uma luta de poder, e nessa luta os instintos básicos, e não os melhores, são os que afloram.

G1 - Mas isso é só na Colômbia ou em todos os lugares?
Betancourt - Creio que por todos os lados. Na Colômbia está um pouco exacerbado por toda violência, pela corrupção. Há um culto à mentira. Há um grande cinismo. E penso que também há uma complacência no ‘status quo’.

G1 - Por parte de quem?
Betancourt - Por parte da diligência, creio que não são sensíveis à dor alheia, e eu diria que de parte da população que vive numa bolha, os colombianos que vivem nas cidades, que vivem como na Europa ou nos EUA, com tudo o que necessitam, com acesso a tudo, um pouco como aqui em São Paulo.

Mas, na Colômbia se nega a existência dos que não têm. E é muito particular com a Colômbia, porque vejo que nos outros países, por exemplo aqui há debate sobre o que está ocorrendo. Mas na Colômbia, se alguém diz ‘há esses problemas’, imediatamente dizem que está falando mal do país, afetando sua imagem, fazendo mal à Colômbia.

G1 - E foi isso que aconteceu com você?
Betancourt - O que acontece comigo e com várias outras pessoas. Mas acho que comigo a situação é pior ainda. Porque creio que se deram condições nas quais houve uma explosão de ódio contra mim e me trataram como uma criminosa. Não trataram Pablo Escobar como me trataram.


'Desisti da política na Colômbia, porque me parece que a política na Colômbia extrai o pior do ser humano, não o melhor', disse Ingrid (Foto: Daigo Oliva/G1)G1 - Por que você acha que isso aconteceu?
Betancourt - Porque na Colômbia há interesses para que eu não volte a ser política. Acho que isso está muito claro.

G1 - E com que você quer trabalhar agora?
Betancourt - Quero trabalhar com pessoas que posso ajudar. Gostaria de continuar escrevendo. Gostei desse exercício de escrever. Gostaria de ensinar e aprender. E adiantar outros projetos que tenho na vida. Agora o mais importante é a reconstrução da minha própria vida.

G1 - O que você achou da eleição da primeira mulher à Presidência no Brasil, Dilma?
Betancourt - Gostei muito. Devo confessar que gostei muito. Por muitas razões. Obviamente, porque é uma mulher, mas não só por isso. Mas porque é ela. Penso que é uma mulher muito complexa, que tem muitas facetas, obviamente de êxito profissional, mas também é uma pessoa que sofreu na ditadura, e portanto acho que deve valorizar infinitamente os direitos humanos e o valor da democracia.

E é muito interessante porque foi uma pessoa muito de esquerda, mas chega à Presidência democraticamente. Creio que isso, espero, que contribua para o distanciamento das Farc. E que finalmente o Brasil entenda que as Farc são um grupo terrorista que está fazendo mal. O mesmo mal que fizeram a ela na ditadura, que fez com que fosse vítima, torturada, é o que estão fazendo, pelos mesmos motivos ideológicos, com o mesmo extremismo, mas de um ponto oposto no espectro político, é o que estão fazendo as Farc. Então acho que é muito importante que nos posicionemos pela democracia, contra o terrorismo, seja de onde venha, do Estado ou da subversão.

G1 - Na campanha brasileira, houve acusações de que o Partido dos Trabalhadores, da presidente eleita, tinha relações com as Farc. Você reconhece alguma relação?
Betancourt - Não sei nada dessa relação, mas sei que existe no mundo. Houve uma complacência com as Farc. As Farc fizeram uma diplomacia muito ativa durante muitos anos. Me lembro que, quando sequestrada, uma coisa que me doeu muito foi quando o partido comunista francês recebeu uma delegação das Farc em uma das assembleias. Isso para mim foi muito violento, porque é dizer: estão nos torturando, nos estão fazendo muito mal e eles estão os recebendo como uma organização política.

Acredito que as Farc têm que sentir a pressão do mundo, porque eles têm jogado esse jogo duplo, de ser políticas para alguns e de ser narcotraficantes e terroristas em seu atuar. Acredito que o mundo tem que colocar um freio nisso. Ou você é político e tem uma consciência política e tem uma ética política e não se permite cruzar umas fronteiras. Acho que é importante colocar fim a essa filosofia de que os fins justificam os meios. Os fins não justificam os meios. Ao contrário. [...] Porque as Farc estão sequestrando, porque as Farc estão se financiando com o trafico de drogas e se tornaram traficantes de drogas terroristas. [...] E eu espero de Dilma que tenha, como mulher, como vítima, como democrata, como tudo o que nós vemos nela, que tenha a força de apresentar regras do jogo diferentes.


'Tenho mais consciência de quem está ao meu
redor e reajo muito diretamente frente a eventos
que não me parecem normais' (Foto: Daigo Oliva
/G1)G1 - Você chegou a conhecer a jovem holandesa Tanja Nijmeijer, que entrou para as Farc? Por que você acha que jovens como ela se juntam à guerrilha?
Betancourt - Não a conheço, então não sei quais foram seus motivos. Mas penso que há jovens que têm a visão romântica das Farc. Não são a maioria dos jovens que ingressam. A maioria são ‘raspachines’, que são, na Colômbia, os camponeses que trabalham com a coca, a colhem e raspam para misturar com os produtos químicos e fazer a pasta de cocaína. Mas, obviamente, estão sujeitos a perseguição dos militares, da policia, estão sujeitos a abusos e a outros tipos de violência. Então, para eles, entrar para as Farc é como uma promoção social. [...] As meninas que ingressam em sua maioria são prostitutas ou meninas que não querem ser prostitutas. Casos como dessa menina são exceções, digo, de pessoas que têm tudo e que entraram para a guerrilha. Provavelmente a enganaram.

G1 - Que lição você tirou de tudo isso para sua vida pessoal?
Betancourt - Lembro quando estava presa em uma árvore – e foi um momento muito preciso porque lembro que estava chovendo – e havia pedido ao comandante que me deixasse ficar na barraca com meus companheiros, e ele não me autorizou. Eu tinha pedido que me soltasse para ir ao banheiro e ele me olhou feio e disse: ‘faça aí, na minha frente ‘. Nesse momento eu pensei ‘perdi tudo’, meus filhos, minha vida, minha mãe. Meu pai que estava morto parecia estar mais perto de mim do que todos os demais.

[...] Mas depois pensei ‘não, não tinha perdido tudo’. Havia algo que eu não tinha perdido, e era a decisão que podia tomar de dizer que tipo de pessoa eu quero ser. E eu não quero ser como eles. Não quero ser uma pessoa que mata outro para obter a liberdade, não quero ser alguém que odeia, não quero ser uma pessoa que saia da selva, se um dia sair, com rancor, sede de vingança. Pensei: eu posso definir isso.

E hoje em dia, quando tenho a liberdade de tudo, sigo sentindo que o mais importante é isso. E essa liberdade de definir quem se quer ser é uma liberdade que não se dá nas grandes decisões da vida, mas nos pequenos detalhes, em cada momento. Na maneira como uma pessoa dispõe de seu tempo. Porque acredito que o maior presente que uma pessoa pode dar a outra é seu tempo. Então é no amor que se coloca nas relações com os demais, no trato com os demais. Enfim, não acho que uma pessoa seja capaz de mudar o mundo, mas é possível mudar o próprio mundo, o seu interior, e quando mudamos o nosso interior, estamos mudando o mundo.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2010/11/farc-fazem-hoje-mesmo-mal-que-ditadura-fez-com-dilma-diz-ingrid.html

Wednesday, May 5, 2010

As dez maiores teorias da conspiração

As dez maiores teorias da conspiração
[16-06-2008]


Para quem ainda não sabe, teoria da conspiração é uma teoria que supõe que um grupo de conspiradores está envolvido num plano e suprimiu a maior parte das provas desse mesmo plano e do seu envolvimento nele. O plano pode ser qualquer coisa, desde a manipulação de governos, economias ou sistemas legais até à ocultação de informações científicas importantes ou assassinato.

1. A chegada à Lua é uma montagem televisiva da NASA.

As versões são quase infinitas. Contam que o escritor de ficção científica Arthur C. Clarke foi o roteirista da história ou que o diretor de cinema Stanley Kubrick dirigiu o filme da alunissagem, rodada em estúdios montados em Londres. No genial documentário francês Operação Lua, o diretor William Karel levanta diversas hipóteses e faz uma mistura de fatos reais e falsos num exercício de estilo que visa desestabilizar a história. Nos anos setenta 30% das pessoas cria nesta teoria. Hoje só 6%.

2. O Governo dos Estados Unidos estava por trás do 11-S.

A teoria diz que foi um auto-atentado do governo de George W Bush, para criar a desculpa de lançar uma guerra contra o terrorismo. O documentário Loose Change, criado por três rapazes entre 22 e 26 anos e com milhões de visualizações na net, converteu-se na máxima expressão desta conspiração orquestada pelas autoridades estadunidenses, que ordenaram dinamitar as Torres Gêmeas. Esta teoria ainda diz que não nenhum avião se espatifou contra o edifício do Pentágono. Foram mísseis amigos.

3. A Princesa Diana foi assassinada.

Também tem variantes. A mais popular é que os serviços secretos britânicos (M16) planejaram o assassinato para impedir uma crise na monarquia, já que Diana planejava se casar com Dodi Alfayed, o filho de um magnata egípcio. Precisamente no site de Alfayed há um capítulo inteiro alentando esta teoria

4. Os judeus controlam Wall Street e Hollywood.

O mundo nas avaras mãos dos judeus, um clássico desde a Idade Média, justificativa das atrocidades nazistas e com atualizações permanentes. A última, que planejaram o ataque às Torres Gêmeas como prova o fato de que nenhum judeu morreu no desastre.

5. A Cientologia domina Hollywood.

Cientologia é uma seita baseada na crença de que uma pessoa é um ser espiritual imortal, dotado de mente e corpo, ambos basicamente bons, que buscam a sobrevivência. A lista de celebridades que abraçaram esta religião, encabeçada pelo ator Tom Cruise, criou o modismo e a teoria.

6. Paul McCartney está morto.

O cantor dos Beatles teria morrido em 1966 quando seu Aston Martin foi arrastado por um caminhão. Devido ao grande sucesso Brian Epstein teria encontrado um dublê para substituir Paul. Você pode ler toda a história, aqui mesmo no MDig no tópico "O grande segredo dos Beatles".

7. A AIDS foi criada pelo homem.

O vírus foi fabricado num laboratório dentro de um plano genocida para exterminar à população homossexual. O Exército norte-americano, a CIA ou cientistas russos teriam ordenado a sua fabricação.

8. O assassinato do presidente dos Estados Unidos John F. Kennedy.

Existem várias teorias sobre o assassinato e a cada dia surge uma nova. Muitas destas teorias propõe uma conspiração na qual envolveria organizações tais como Sistema de Reserva Federal, a CIA, a KGB, a Máafia, etc e etc e...

9. Uma raça de lagartos alienígenas mutantes domina a Terra.

Você já ouviu falar dos reptilianos? São grandes lagartos alienígenas mutantes responsáveis por todos os males da terra. A Família Real britânica ou George W. Bush estão entre eles. Dizem que esta teori surgiu depois da criação e sucesso do seriado V: A Batalha Final.

10. Os iluminatis dominam o mundo.

A seita ocultista fundada pelo jesuita judeu alemão Adam Weishaupt no século XVIII planejou acabar com todas as religiões e todos os governos. Pouco a pouco, os iluminati têm-se infiltrado em todos os âmbitos de poder, em governos, nas lojas maçônicas, e foram protagonistas dos grandes fatos históricos, como a independência dos Estados Unidos ou a criação do comunismo.

Thursday, September 25, 2008

VEJA não perdeu nada no céu em seus 40 anos

Um olhar atento
sobre o cosmo

Da conquista da Lua aos sinais
do Big Bang, VEJA não perdeu
nada no céu em seus 40 anos

NASA

VEJA não havia completado um ano de vida quando o homem pisou pela primeira vez na Lua, em 20 de julho de 1969. A revista chegou às bancas com uma edição histórica inteiramente dedicada ao grande feito. A principal reportagem relatava em detalhes os movimentos dos astronautas-heróis Neil Armstrong, Edwin Aldrin e Michael Collins nos momentos de tensão que antecederam o pouso da nave Apollo 11. Ainda em 1969, VEJA lançou a edição especial encadernada A Conquista da Lua, composta de oito fascículos distribuídos gratuitamente com a revista. A edição trazia um histórico da exploração espacial desde que Galileu apontou sua luneta para o espaço.

Colonização do espaço

"Já na década de 1990 pode haver comunidades de terráqueos flutuando no espaço sideral", previa uma reportagem de VEJA no fim de 1978. Havia um grande entusiasmo pela idéia de colonização do cosmo. Ela seria facilitada pela iminente entrada em operação dos ônibus espaciais, capazes de "fazer um número ilimitado de viagens". Na mesma reportagem, o engenheiro americano Peter Glaser, o primeiro a projetar satélites com energia solar, apostava num grupo de 500 tripulantes espaciais "vivendo e trabalhando tão confortavelmente como as pessoas que vivem junto a poços de petróleo no Alasca". O físico Gerard O’Neill (1927-1992), da Universidade Princeton, segundo o relato de VEJA, concebeu um condomínio espacial em forma de pneu que abrigaria 50 000 habitantes do espaço, com gravidade igual à da Terra, em meio a piscinas, rios artificiais e apartamentos com terraços – no melhor estilo Os Jetsons. A Nasa chegou a investir bom dinheiro em suas idéias. Descontado o entusiasmo exagerado dos cientistas, as previsões, em parte, se concretizaram. Há oito anos, flutuando a 350 quilômetros acima da Terra, a Estação Espacial Internacional abriga equipes de astronautas que fazem pesquisas e põem à prova a sobrevivência do homem no cosmo.

O invencível Big Bang

Na cobertura de VEJA sobre cosmologia, em diversas ocasiões surgiram estudos que desmentiam a teoria do Big Bang. Em 1982, o cientista americano Richard Gott propôs a existência de não apenas um, mas vários universos. Eles estariam distantes uns dos outros e fechados em si mesmos, como bolhas num refrigerante. Em 1995, observações feitas pelo telescópio Hubble da massa do cosmo pareciam contradizer a teoria do grande bang primordial. Mas o Big Bang se manteve como a melhor teoria para explicar o nascimento do universo. Em 1982, VEJA noticiou outra teoria que chegou a convencer alguns cientistas, mas foi logo descartada. O astrônomo inglês Paul Birch disse que o universo, além de se expandir, giraria em torno de si mesmo. Derrubada sua teoria, nunca mais se ouviu falar dele.

Inventário das tragédias

Desde a conquista da Lua, as viagens espaciais passaram a despertar bem menos interesse na opinião pública. A exceção é quando os vôos acabam em tragédias que chocam o mundo. Em julho de 1971, VEJA dedicou quatro páginas ao primeiro acidente fatal com astronautas desde que a revista foi lançada. Uma nave russa Soyuz voltou à Terra com seus três tripulantes misteriosamente mortos. Posteriormente, apurou-se que eles haviam fechado mal a escotilha da nave, causando uma violenta despressurização quando o artefato retornou à atmosfera terrestre. Na edição de 5 de fevereiro de 1986, numa reportagem especial de 17 páginas, VEJA noticiava o pior desastre da história espacial dos Estados Unidos, a explosão do ônibus espacial Challenger, apenas 73 segundos após a decolagem. "Uma horripilante bola alaranjada de fogo e fumaça, gerada pela explosão em pleno ar de 2 milhões de litros de combustível, engoliu a nave Challenger e seus sete tripulantes", dizia o texto. Em fevereiro de 2003, o pesadelo se repetiria com a explosão da nave Columbia pouco antes do pouso, e VEJA lançava a questão: ainda vale a pena enviar astronautas para orbitar a Terra?

Os ouvidos da Terra

Divulgação
Radiotelescópios na Califórnia: à espera de sinais de extraterrestres

Na edição de 14 de outubro de 1992, VEJA dedicou quatro páginas à inauguração de dois enormes radiotelescópios cuja missão era captar os sinais sonoros que cruzam o universo. Um deles foi instalado em Porto Rico e o outro, no Deserto de Mojave, na Califórnia. O objetivo principal das supermáquinas era detectar vida inteligente em outros recantos da Via Láctea. Na ocasião, o astrônomo Frank Drake, da Universidade da Califórnia, declarou: "Espero testemunhar a detecção de sinais de extraterrestres antes do ano 2000". Embora esses e outros radiotelescópios potentes continuem a vasculhar o cosmo, até hoje não se conseguiu captar sinais com um padrão de repetição, possivelmente criados por seres inteligentes. ETs, por enquanto, só na ficção.

A trajetória do gênio

Em sua edição de 16 de fevereiro de 1977, VEJA apresentou aos leitores um jovem físico que começava a fazer barulho no meio científico com uma teoria sobre buracos negros. Ele tinha, então, 35 anos. Seu nome: Stephen Hawking. Nas décadas seguintes, o pesquisador inglês, que trabalha na Universidade de Cambridge, se tornaria o mais célebre físico desde Albert Einstein. Em 15 de junho de 1988, VEJA dedicou-lhe uma reportagem de capa mostrando suas idéias e por que elas se tornaram tão importantes para o avanço da cosmologia. "Hawking busca juntar numa mesma estrutura lógica as duas maiores conquistas do pensamento no século XX – a teoria da relatividade de Einstein, referente aos fenômenos cósmicos, e a mecânica quântica, que estuda as relações que ocorrem no mundo menor que o átomo", explicava o texto.

O grande cataclismo

A teoria de que os dinossauros e 70% das espécies que existiam na Terra foram extintos há 65 milhões de anos, após o choque de um asteróide gigante com o planeta, data dos anos 80. VEJA de 26 de fevereiro de 1997 anunciava que uma pesquisa feita por cientistas de vinte países, ligados à Fundação Nacional de Ciência dos Estados Unidos, finalmente havia encontrado provas concretas do choque. Durante um mês, usando um submarino equipado com sondas para recolher sedimentos, os pesquisadores vasculharam o fundo do mar na costa leste da Flórida. Numa camada de rocha, foram achados fósseis de algas, crustáceos e outros seres marinhos do período cretáceo, que vai de 150 milhões a 65 milhões de anos atrás. Numa camada superior de sedimentos, não havia nenhum traço de vida, sinal de que a queda do meteoro interrompera o ciclo biológico no planeta. A reportagem de VEJA mostrava que não estamos livres de que um desastre de iguais proporções se repita e antecipava as conseqüências para o planeta. Cidades costeiras seriam submersas por ondas de 1 quilômetro de altura. Vulcões há muito adormecidos seriam despertados e despejariam milhões de toneladas de cinzas na atmosfera, criando uma longa noite e uma persistente chuva ácida que envenenaria o ar, o solo e a água de rios e oceanos. Poucas comunidades humanas sobreviveriam para iniciar uma nova civilização.

O espetáculo do Hubble

NASA

Nos dezoito anos em que viaja pelo espaço, o telescópio Hubble empurrou as fronteiras da cosmologia e deixou o mundo atônito com suas imagens espetaculares das profundezas do universo. VEJA registrou as proezas mais significativas do Hubble. Em 1995, o telescópio fotografou um berçário cósmico. "É a primeira vez que os cientistas conseguem uma imagem tão nítida do momento da criação das estrelas", informava a revista. Em 1997, o Hubble registrou o choque entre duas galáxias numa região a 63 milhões de anos-luz da Terra. Em 25 de outubro de 2006, numa reportagem de sete páginas, VEJA relatou os avanços mais recentes no estudo do cosmo – e as imagens do Hubble mais uma vez encheram os olhos dos leitores. Dessa vez, mostrou-se a imagem da fusão de duas galáxias, que teve início há 500 bilhões de anos e gerou bilhões de novas estrelas.

O visionário Carl Sagan

Daniel Beltra/Greenpeace/AP
Profecia: em 1996, Sagan previu as mudanças climáticas decorrentes do aquecimento global, como a queda no nível do Rio Amazonas

Em março de 1996, numa reportagem de capa sobre a exploração do espaço, VEJA trouxe uma alentada entrevista exclusiva com o astrônomo Carl Sagan, que morreria nove meses depois. Autor de Cosmos, o livro de divulgação científica mais vendido em todos os tempos, Sagan chefiou as expedições das sondas americanas Mariner e Viking, pioneiras na exploração do sistema solar. Também criou os grandes projetos de rastreamento do espaço em busca de sinais de rádio emitidos por civilizações extraterrestres. Em sua entrevista a VEJA, num momento em que o aquecimento global era apenas uma hipótese levantada por alguns cientistas, o astrônomo advertia que o fenômeno já estava em ação. Dizia Sagan: "Acredito que a emissão de combustíveis fósseis e de outros gases que promovem o efeito estufa já esteja produzindo efeitos climáticos complexos na Terra. É provável que a esta altura de nosso desenvolvimento tecnológico estejamos criando uma civilização incompatível com a vida no resto do planeta. Ou conseguimos viajar pelo espaço e colonizar outros planetas, ou corremos o sério risco de entrar para o rol das espécies extintas".

O fiasco espacial brasileiro

Ailton de Freitas/Ag. O Globo
Tragédia: acidente na construção de foguete na base de Alcântara deixou 21 mortos em 2003

Em 28 de novembro de 1984, uma reportagem de VEJA afirmava que o Brasil estava mais próximo do sonho de colocar satélites em órbita. Dias antes, o foguete nacional Sonda IV fora lançado da base espacial de Barreira do Inferno, no Rio Grande do Norte, tendo atingido a altitude de 616 quilômetros antes de cair no mar. A operação foi considerada um sucesso, o primeiro passo para a fabricação de foguetes de grande porte, capazes de voar mais alto. Vinte anos depois, a edição de VEJA que foi às bancas em 3 de setembro de 2003 trouxe um saldo do projeto espacial brasileiro no qual nada havia a comemorar. As duas primeiras tentativas de lançar um foguete levando um satélite fracassaram – os foguetes tiveram de ser abatidos no ar após o lançamento porque se desviaram da rota. A terceira tentativa terminou em tragédia. O foguete VLS-3, com a altura de um prédio de seis andares e carregado de 40 toneladas de combustível, explodiu ainda na plataforma, matando duas dezenas de técnicos à sua volta. A pergunta de VEJA ao fim da reportagem: vale a pena o Brasil insistir em ter um foguete espacial?


Sunday, August 24, 2008

São Jerônimo, padroeiro dos estudos bíblicos

São Jerônimo, padroeiro dos estudos bíblicos

São Jerônimo é contado entre os maiores Doutores da Igreja dos primeiros séculos. De cultura enciclopédica, foi escritor, filósofo, teólogo, retórico, gramático, dialético, historiador, exegeta e doutor como ninguém, nas Sagradas Escrituras. Jerônimo nasceu na Dalmácia, hoje Croácia, por volta do ano 340.

Tendo herdado dos pais pequena fortuna, aproveitou para realizar sua vocação de amante dos estudos. Para este fim, viajou para Roma, onde procurou os melhores mestres de retórica e onde passou a juventude um tanto livre.

Recebeu o batismo do papa Libério, já com 25 anos de idade. Viajando pela Gália, entrou em contato com o monacato ocidental e retirou-se com alguns amigos para Aquiléia, formando uma pequena comunidade religiosa, cuja principal atividade era o estudo da Bíblia e das obras de Teologia.

Jerônimo tinha um caráter indômito e gostava de opções radicais; desejou, portanto, conhecer e praticar o rigor da vida monacal que se vivia no Oriente, pátria do monaquismo. Esteve vários anos no deserto da Síria, entregando-se a jejuns e penitências tão rigorosas, que o levaram aos limites da morte.

Abandonando o meio monacal, dirigiu-se a Constantinopla, atraído pela fama oratória de São Gregório de Nazianzo, que lhe abriu o espírito ao amor pela exegese da Sagrada Escritura. Estando em Antioquia da Síria, prestou serviços relevantes ao bispo Paulino, que o quis ordenar sacerdote. No entanto, Jerônimo não sentia vocação à atividade pastoral e quase nunca exerceu o ministério sacerdotal. Tendo que optar entre sua vocação inata de escritor e o chamamento à ascese monacal, encontrou uma conciliação entre estes extremos que marcaria o caminho de sua vida: seria um monge mas um monge para quem o retiro era ocasião para uma dedicação total ao estudo, à reflexão, à férrea disciplina necessária à produção de sua obra, que queria dedicar toda à difusão do cristianismo.
Dentro desta vocação e severa disciplina, estudou o hebraico com um esforço sobre humano e aperfeiçoou seus conhecimentos do grepo para poder compreender melhor as Escrituras nas línguas originais.

Chamado a Roma pelo Papa Damaso, que o escolheu como secretário particular, recebeu do mesmo a incumbência de verter a Bíblia para o latim, graças ao conhecimento que tinha desta língua, do grego e do hebraico. O papa, de fato, desejava uma tradução da Bíblia mais fiel em tudo aos textos originais, traduzida e apresentada em latim mais correto, que pudesse servir de texto único e uniforme na liturgia. Pois até aquele tempo existiam traduções populares muito imperfeitas e diversificadas, que criavam confusão.

O trabalho de São Jerônimo começado em Roma durou praticamente toda sua vida. O conjunto de sua tradução da Bíblia em latim chamou-se "Vulgata"e foi o texto usado largamente nos séculos posteriores, tornando-se oficial com o Concílio de Trento e só cedeu o lugar ultimamente às novas traduções, pelo surto de estudos lingüístico-exegéticos dos nossos dias. Na tradução, Jerônimo revela agudo senso crítico, amor incontido à Palavra de Deus e riqueza de informações sobre os tempos e lugares relativos à Bíblia.

Em Roma, criou-se em torno de Jerônimo amplo círculo de amizades, sobretudo de maratonas da alta sociedade que o ajudavam com seus recursos para custear seus trabalhos e que lhe orientava nos ásperos caminhos da santidade de cunho monástico.

Desgostado por certas intrigas do meio romano, retirou-se para Belém, onde, vivendo como monge rigidamente penitente, continuou até a morte, seus estudos e trabalhos bíblicos. Faleceu em 420, aos 30 de setembro, já quase octogenário.

São Jerônimo foi uma personalidade vigorosa, de inteligência extraordinária, de temperamento indomável. Teve uma correspondência literária muito vasta, de grande interesse histórico; ele se sentia presente e engajado como escritor em todos os problemas doutrinários do seu tempo.
Foi declarado padroeiro dos estudos bíblicos e o "Dia da Bíblia" foi colocado exatamente no último domingo de setembro, coincidindo com a data de sua morte. Ele deixou escrito: "Cristo é o poder de Deus e a sabedoria de Deus, e quem ignora as Escrituras ignora o poder e a sabedoria de Deus; portanto ignorar as Escrituras Sagradas é ignorar a Cristo".

Saturday, August 23, 2008

SUPERSTAR

VOICE OF JUDAS

Every time I look at you
I don't understand
Why you let the things
you did get so out of hand.
You'd have managed better
if you'd had it planned.
Why'd you choose such a backward time
in such a strange land?
If you'd come today
you could have reached a whole nation.
Israel in 4 BC had no mass communication.
Don't you get me wrong.
I only want to know.

CHOIR

Jesus Christ,
Jesus Christ,
Who are you?
What have you sacrificed?
Jesus Christ Superstar,
Do you think you're what they say you are?

VOICE OF JUDAS

Tell me what you think
about your friends at the top.
Who'd you think besides yourself's
the pick of the crop?
Buddha, was he where it's at?
Is he where you are?
Could Mohammed move a mountain,
or was that just PR?
Did you mean to die like that?
Was that a mistake, or
Did you know your messy death
would be a record breaker?
Don't you get me wrong.
I only want to know.

CHOIR

Jesus Christ,
Jesus Christ,
Who are you?
What have you sacrificed?
Jesus Christ Superstar,
Do you think you're
what they say you are?
(Repeat many times)

Friday, August 22, 2008

CONFÍTEOR

CONFÍTEOR

Que envergonha e tal...
Mas... Confesso:
- Tenho Orgulho Gigante do Meu Canetão!
É isto.

gahmaria
agosto/2008

Tuesday, August 19, 2008

Isto é um pequeno passo para o homem...

THAT'S ONE SMALL STEP FOR MAN,ONE GIANT LEAP FOR MANKIND...

to be continue...


Isto é um pequeno passo para o homem, um gigantesco salto para a humanidade.

Sunday, August 10, 2008

Santo Agostinho

Santo Agostinho
A Vida e as Obras

Aurélio Agostinho destaca-se entre os Padres como Tomás de Aquino se destaca entre os Escolásticos. E como Tomás de Aquino se inspira na filosofia de Aristóteles, e será o maior vulto da filosofia metafísica cristã, Agostinho inspira-se em Platão, ou melhor, no neoplatonismo. Agostinho, pela profundidade do seu sentir e pelo seu gênio compreensivo,
fundiu em si mesmo o caráter especulativo da patrística grega com o caráter prático da patrística latina, ainda que os problemas que fundamentalmente o preocupam sejam sempre os problemas práticos e morais: o mal, a liberdade, a graça, a predestinação.


Aurélio Agostinho nasceu em Tagasta, cidade da Numídia, de uma família burguesa, a 13 de novembro do ano 354. Seu pai, Patrício, era pagão, recebido o batismo pouco antes de morrer; sua mãe, Mônica, pelo contrário, era uma cristã fervorosa, e exercia sobre o filho uma notável influência religiosa. Indo para Cartago, a fim de aperfeiçoar seus estudos, começados na pátria, desviou-se moralmente. Caiu em uma profunda sensualidade, que, segundo ele, é uma das maiores conseqüências do pecado original; dominou-o longamente, moral e intelectualmente, fazendo com que aderisse ao maniqueísmo, que atribuía realidade substancial tanto ao bem como ao mal, julgando achar neste dualismo maniqueu a solução do problema do mal e, por conseqüência, uma justificação da sua vida. Tendo terminado os estudos, abriu uma escola em Cartago, donde partiu para Roma e, em seguida, para Milão. Afastou-se definitivamente do ensino em 386, aos trinta e dois anos, por razões de saúde e, mais ainda, por razões de ordem espiritual. Entrementes - depois de maduro exame crítico - abandonara o maniqueísmo, abraçando a filosofia neoplatônica que lhe ensinou a espiritualidade de Deus e a negatividade do mal. Destarte chegara a uma concepção cristã da vida - no começo do ano 386. Entretanto a conversão moral demorou ainda, por razões de luxúria. Finalmente, como por uma fulguração do céu, sobreveio a conversão moral e absoluta, no mês de setembro do ano 386. Agostinho renuncia inteiramente ao mundo, à carreira, ao matrimônio; retira-se, durante alguns meses, para a solidão e o recolhimento, em companhia da mãe, do filho e dalguns discípulos, perto de Milão. Aí escreveu seus diálogos filosóficos, e, na Páscoa do ano 387, juntamente com o filho Adeodato e o amigo Alípio, recebeu o batismo em Milão das mãos de Santo Ambrósio, cuja doutrina e eloqüência muito contribuíram para a sua conversão. Tinha trinta e três anos de idade. Depois da conversão, Agostinho abandona Milão, e, falecida a mãe em Óstia, volta para Tagasta. Aí vendeu todos os haveres e, distribuído o dinheiro entre os pobres, funda um mosteiro numa das suas propriedades alienadas. Ordenado padre em 391, e consagrado bispo em 395, governou a igreja de Hipona até à morte, que se deu durante o assédio da cidade pelos vândalos, a 28 de agosto do ano 430. Tinha setenta e cinco anos de idade. Após a sua conversão, Agostinho dedicou-se inteiramente ao estudo da Sagrada Escritura, da teologia revelada, e à redação de suas obras, entre as quais têm lugar de destaque as filosóficas. As obras de Agostinho que apresentam interesse filosófico são, sobretudo, os diálogos filosóficos: Contra os acadêmicos, Da vida beata, Os solilóquios, Sobre a imortalidade da alma, Sobre a quantidade da alma, Sobre o mestre, Sobre a música . Interessam também à filosofia os escritos contra os maniqueus: Sobre os costumes, Do livre arbítrio, Sobre as duas almas, Da natureza do bem . Dada, porém, a mentalidade agostiniana, em que a filosofia e a teologia andam juntas, compreende-se que interessam à filosofia também as obras teológicas e religiosas, especialmente: Da Verdadeira Religião, As Confissões, A Cidade de Deus, Da Trindade, Da Mentira. O Pensamento: A Gnosiologia Agostinho considera a filosofia praticamente, platonicamente, como solucionadora do problema da vida, ao qual só o cristianismo pode dar uma solução integral. Todo o seu interesse central está portanto, circunscrito aos problemas de Deus e da alma, visto serem os mais importantes e os mais imediatos para a solução integral do problema da vida. O problema gnosiológico é profundamente sentido por Agostinho, que o resolve, superando o ceticismo acadêmico mediante o iluminismo platônico. Inicialmente, ele conquista uma certeza: a certeza da própria existência espiritual; daí tira uma verdade superior, imutável, condição e origem de toda verdade particular. Embora desvalorizando, platonicamente, o conhecimento sensível em relação ao conhecimento intelectual, admite Agostinho que os sentidos, como o intelecto, são fontes de conhecimento. E como para a visão sensível além do olho e da coisa, é necessária a luz física, do mesmo modo, para o conhecimento intelectual, seria necessária uma luz espiritual. Esta vem de Deus, é a Verdade de Deus, o Verbo de Deus, para o qual são transferidas as idéias platônicas. No Verbo de Deus existem as verdades eternas, as idéias, as espécies, os princípios formais das coisas, e são os modelos dos seres criados; e conhecemos as verdades eternas e as idéias das coisas reais por meio da luz intelectual a nós participada pelo Verbo de Deus. Como se vê, é a transformação do inatismo, da reminiscência platônica, em sentido teísta e cristão. Permanece, porém, a característica fundamental, que distingue a gnosiologia platônica da aristotélica e tomista, pois, segundo a gnosiologia platônica-agostiniana, não bastam, para que se realize o conhecimento intelectual humano, as forças naturais do espírito, mas é mister uma particular e direta iluminação de Deus. A Metafísica Em relação com esta gnosiologia, e dependente dela, a existência de Deus é provada, fundamentalmente, a priori , enquanto no espírito humano haveria uma presença particular de Deus. Ao lado desta prova a priori , não nega Agostinho as provas a posteriori da existência de Deus, em especial a que se afirma sobre a mudança e a imperfeição de todas as coisas. Quanto à natureza de Deus, Agostinho possui uma noção exata, ortodoxa, cristã: Deus é poder racional infinito, eterno, imutável, simples, espírito, pessoa, consciência, o que era excluído pelo platonismo. Deus é ainda ser, saber, amor. Quanto, enfim, às relações com o mundo, Deus é concebido exatamente como livre criador. No pensamento clássico grego, tínhamos um dualismo metafísico; no pensamento cristão - agostiniano - temos ainda um dualismo, porém moral, pelo pecado dos espíritos livres, insurgidos orgulhosamente contra Deus e, portanto, preferindo o mundo a Deus. No cristianismo, o mal é, metafisicamente, negação, privação; moralmente, porém, tem uma realidade na vontade má, aberrante de Deus. O problema que Agostinho tratou, em especial, é o das relações entre Deus e o tempo. Deus não é no tempo, o qual é uma criatura de Deus: o tempo começa com a criação. Antes da criação não há tempo, dependendo o tempo da existência de coisas que vem-a-ser e são, portanto, criadas. Também a psicologia agostiniana harmonizou-se com o seu platonismo cristão. Por certo, o corpo não é mau por natureza, porquanto a matéria não pode ser essencialmente má, sendo criada por Deus, que fez boas todas as coisas. Mas a união do corpo com a alma é, de certo modo, extrínseca, acidental: alma e corpo não formam aquela unidade metafísica, substancial, como na concepção aristotélico-tomista, em virtude da doutrina da forma e da matéria. A alma nasce com o indivíduo humano e, absolutamente, é uma específica criatura divina, como todas as demais. Entretanto, Agostinho fica indeciso entre o criacionismo e o traducionismo, isto é, se a alma é criada diretamente por Deus, ou provém da alma dos pais. Certo é que a alma é imortal, pela sua simplicidade. Agostinho, pois, distingue, platonicamente, a alma em vegetativa, sensitiva e intelectiva, mas afirma que elas são fundidas em uma substância humana. A inteligência é divina em intelecto intuitivo e razão discursiva; e é atribuída a primazia à vontade. No homem a vontade é amor, no animal é instinto, nos seres inferiores cego apetite. Quanto à cosmologia, pouco temos a dizer. Como já mais acima se salientou, a natureza não entra nos interesses filosóficos de Agostinho, preso pelos problemas éticos, religiosos, Deus e a alma. Mencionaremos a sua famosa doutrina dos germes específicos dos seres - rationes seminales . Deus, a princípio, criou alguns seres já completamente realizados; de outros criou as causas que, mais tarde, desenvolvendo-se, deram origem às existências dos seres específicos. Esta concepção nada tem que ver com o moderno evolucionismo , como alguns erroneamente pensaram, porquanto Agostinho admite a imutabilidade das espécies, negada pelo moderno evolucionismo. A Moral Evidentemente, a moral agostiniana é teísta e cristã e, logo, transcendente e ascética. Nota característica da sua moral é o voluntarismo, a saber, a primazia do prático, da ação - própria do pensamento latino - , contrariamente ao primado do teorético, do conhecimento - próprio do pensamento grego. A vontade não é determinada pelo intelecto, mas precede-o. Não obstante, Agostinho tem também atitudes teoréticas como, por exemplo, quando afirma que Deus, fim último das criaturas, é possuído por um ato de inteligência. A virtude não é uma ordem de razão, hábito conforme à razão, como dizia Aristóteles, mas uma ordem do amor. Entretanto a vontade é livre, e pode querer o mal, pois é um ser limitado, podendo agir desordenadamente, imoralmente, contra a vontade de Deus. E deve-se considerar não causa eficiente, mas deficiente da sua ação viciosa, porquanto o mal não tem realidade metafísica. O pecado, pois, tem em si mesmo imanente a pena da sua desordem, porquanto a criatura, não podendo lesar a Deus, prejudica a si mesma, determinando a dilaceração da sua natureza. A fórmula agostiniana em torno da liberdade em Adão - antes do pecado original - é: poder não pecar ; depois do pecado original é: não poder não pecar ; nos bem-aventurados será: não poder pecar . A vontade humana, portanto, já é impotente sem a graça. O problema da graça - que tanto preocupa Agostinho - tem, além de um interesse teológico, também um interesse filosófico, porquanto se trata de conciliar a causalidade absoluta de Deus com o livre arbítrio do homem. Como é sabido, Agostinho, para salvar o primeiro elemento, tende a descurar o segundo. Quanto à família , Agostinho, como Paulo apóstolo, considera o celibato superior ao matrimônio; se o mundo terminasse por causa do celibato, ele alegrar-se-ia, como da passagem do tempo para a eternidade. Quanto à política , ele tem uma concepção negativa da função estatal; se não houvesse pecado e os homens fossem todos justos, o Estado seria inútil. Consoante Agostinho, a propriedade seria de direito positivo, e não natural. Nem a escravidão é de direito natural, mas conseqüência do pecado original, que perturbou a natureza humana, individual e social. Ela não pode ser superada naturalmente, racionalmente, porquanto a natureza humana já é corrompida; pode ser superada sobrenaturalmente, asceticamente, mediante a conformação cristã de quem é escravo e a caridade de quem é amo. O Mal Agostinho foi profundamente impressionado pelo problema do mal - de que dá uma vasta e viva fenomenologia. Foi também longamente desviado pela solução dualista dos maniqueus, que lhe impediu o conhecimento do justo conceito de Deus e da possibilidade da vida moral. A solução deste problema por ele achada foi a sua libertação e a sua grande descoberta filosófico-teológica, e marca uma diferença fundamental entre o pensamento grego e o pensamento cristão. Antes de tudo, nega a realidade metafísica do mal. O mal não é ser, mas privação de ser, como a obscuridade é ausência de luz. Tal privação é imprescindível em todo ser que não seja Deus, enquanto criado, limitado. Destarte é explicado o assim chamado mal metafísico , que não é verdadeiro mal, porquanto não tira aos seres o lhes é devido por natureza. Quanto ao mal físico , que atinge também a perfeição natural dos seres, Agostinho procura justificá-lo mediante um velho argumento, digamos assim, estético: o contraste dos seres contribuiria para a harmonia do conjunto. Mas é esta a parte menos afortunada da doutrina agostiniana do mal. Quanto ao mal moral, finalmente existe realmente a má vontade que livremente faz o mal; ela, porém, não é causa eficiente, mas deficiente, sendo o mal não-ser. Este não-ser pode unicamente provir do homem, livre e limitado, e não de Deus, que é puro ser e produz unicamente o ser. O mal moral entrou no mundo humano pelo pecado original e atual; por isso, a humanidade foi punida com o sofrimento, físico e moral, além de o ter sido com a perda dos dons gratuitos de Deus. Como se vê, o mal físico tem, deste modo, uma outra explicação mais profunda. Remediou este mal moral a redenção de Cristo, Homem-Deus, que restituiu à humanidade os dons sobrenaturais e a possibilidade do bem moral; mas deixou permanecer o sofrimento, conseqüência do pecado, como meio de purificação e expiação. E a explicação última de tudo isso - do mal moral e de suas conseqüências - estaria no fato de que é mais glorioso para Deus tirar o bem do mal, do que não permitir o mal. Resumindo a doutrina agostiniana a respeito do mal, diremos: o mal é, fundamentalmente, privação de bem (de ser); este bem pode ser não devido (mal metafísico) ou devido (mal físico e moral) a uma determinada natureza; se o bem é devido nasce o verdadeiro problema do mal; a solução deste problema é estética para o mal físico, moral (pecado original e Redenção) para o mal moral (e físico). A História Como é notório, Agostinho trata do problema da história na Cidade de Deus , e resolve-o ainda com os conceitos de criação, de pecado original e de Redenção. A Cidade de Deus representa, talvez, o maior monumento da antigüidade cristã e, certamente, a obra prima de Agostinho. Nesta obra é contida a metafísica original do cristianismo, que é uma visão orgânica e inteligível da história humana. O conceito de criação é indispensável para o conceito de providência, que é o governo divino do mundo; este conceito de providência é, por sua vez, necessário, a fim de que a história seja suscetível de racionalidade. O conceito de providência era impossível no pensamento clássico, por causa do basilar dualismo metafísico. Entretanto, para entender realmente, plenamente, o plano da história, é mister a Redenção, graças aos quais é explicado o enigma da existência do mal no mundo e a sua função. Cristo tornara-se o centro sobrenatural da história: o seu reino, a cidade de Deus , é representada pelo povo de Israel antes da sua vinda sobre a terra, e pela Igreja depois de seu advento. Contra este cidade se ergue a cidade terrena , mundana, satânica, que será absolutamente separada e eternamente punida nos fins dos tempos. Agostinho distingue em três grandes seções a história antes de Cristo. A primeira concerne à história das duas cidades , após o pecado original, até que ficaram confundidas em um único caos humano, e chega até a Abraão, época em que começou a separação. Na Segunda descreve Agostinho a história da cidade de Deus , recolhida e configurada em Israel, de Abraão até Cristo. A terceira retoma, em separado, a narrativa do ponto em que começa a história da Cidade de Deus separada, isto é, desde Abraão, para tratar paralela e separadamente da Cidade do mundo, que culmina no império romano. Esta história, pois, fragmentária e dividida, onde parece que Satanás e o mal têm o seu reino, representa, no fundo, uma unidade e um progresso. É o progresso para Cristo, sempre mais claramente, conscientemente e divinamente esperado e profetizado em Israel; e profetizado também, a seu modo, pelos povos pagãos, que, consciente ou inconscientemente, lhe preparavam diretamente o caminho. Depois de Cristo cessa a divisão política entre as duas cidades ; elas se confundem como nos primeiros tempos da humanidade, com a diferença, porém, de que já não é mais união caótica, mas configurada na unidade da Igreja. Esta não é limitada por nenhuma divisão política, mas supera todas as sociedades políticas na universal unidade dos homens e na unidade dos homens com Deus. A Igreja, pois, é acessível, invisivelmente, também às almas de boa vontade que, exteriormente, dela não podem participar. A Igreja transcende, ainda, os confins do mundo terreno, além do qual está a pátria verdadeira. Entretanto, visto que todos, predestinados e ímpios, se encontram empiricamente confundidos na Igreja - ainda que só na unidade dialética das duas cidades , para o triunfo da Cidade de Deus - a divisão definitiva, eterna, absoluta, justíssima, realizar-se-á nos fins dos tempos, depois da morte, depois do juízo universal, no paraíso e no inferno. É uma grande visão unitária da história, não é uma visão filosófica, mas teológica: é uma teologia, não uma filosofia da história.